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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

RESENHA: "When Paranoia Comes" - Deus Castiga



Hoje falaremos sobre um disco lançado em 2015, que por falha nossa não foi resenhado a tempo. Desde já pedimos nossas sinceras desculpas pela mancada. Mas sem lenga lenga, vamos ao que interessa: som!


Os cariocas do  Deus Castiga lançaram o álbum intitulado When Paranoia Comes, que é uma pedrada das mais violentas que já escutamos. Você mal se dá conta e as 11 faixas que compõem o disco mais a bônus já eram, elas passaram e você se vê obrigado a dar o play mais umas duas ou três vezes no mínimo. Tem um pouco de tudo no grindcore dos caras: Power violence, deathcore  mas tudo feito dentro do som proposto, soando como algo único.


Após uma intro de segundos já começa violência garantida em forma de anti musica: "Need to be Victim", "Obtuse", "Beteween Number", "About Me", "Trust Me", "Nothing Lasts" (que tem um vocal mais death core mais rasgado, instrumental com varias passagens  extremamente rápidas e variações de tempo que quebra pescoço fácil) e para fechar uma faixa bônus contendo um ep de 2011 chamado "Im Alive Fucking Dead" que na realidade é uma faixa com várias músicas.




Indicadíssimo para fãs de Cephalic Carnage e Cripple Bastards. Garanta seu cd porque é uma obra prima do grindcore nacional.
Nota: 8

Mais sobre a banda:

http://deuscastiga.com/
https://www.facebook.com/deuscastiga/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

RESENHA: "Sádka Utopia Convergente" - SUC

Sádica Utopia Convergente é trabalho auto intitulado do S.U.C, gravado no porão do Pé de Macaco, casa esta responsável por realizar lindíssimos trabalhos de áudio visual para bandas do underground, incluindo esta que resenhamos.
O Ep, que é o primeiro registro da banda, chega com 6 composições que nos levam aos primórdios do grindcore punk, a principio, é impossível não visualizar SCUM do Napalm Death e profundas influencias do ROT, reis do estilo no Brasil.
"Suprema covardia" dá inicio aos trabalhos com muita competência, em sua curta duração a banda despeja riffs e vocais certeiros, na sequencia temos "Desgraça", "Enquanto eles agonizam" e "Corporation Slaves" dando o tom do grind, "Vidas desumanas" e a "Causa é a mesma" encerram a pancadaria. O destaque fica para a vocalista Letícia, gostamos muito, principalmente no acerto cirúrgico dos urros junto aos riffs.
Ficamos com a sensação que o trabalho foi gravado ao vivo, não sei, pelo menos pareceu, as músicas passam tranquilamente pelo "crivo" do grind, como dito anteriormente, remetem a fase mais exaltada dos mestres do estilo. Um acerto ali na execução, outro na produção e teremos um fiel representante do melhor da podreira brasileira.
A arte da capa ficou a encardo de Guilherme Sousa.


Nota: 7,5 Mais sobre a banda: https://www.facebook.com/SxUxCxband

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RESENHA: "Desacerto" EP - Plague Rages

Hoje é dia de reverenciar uma excelente ideia, em um período que o amor pela musica é testado efetivamente, novas maneiras de reviver essa relação é trazer outras dinâmicas para que seu trabalho chegue aos ouvidos de seus fãs, e foi isso que o Plague Rages executou no seu EP Desacerto.
Gravado, mixado, masterizado no estudio Duna pelo baixista Kiko, também integrante do Reiketsu, o EP foi lançado exclusivamente no instagram, e sim, com 1:23 divididos em 5 faixas sujas e extremas que representam a história de uma das entidades do grindcore brasileiro.
"Ascenção" abre o EP mesclando blast beats e crust, a faixa é um atropelo, na sequencia temos "Queda" seguindo a mesma linha. Minha favorita é "Desacerto", por que? grind começando no D-beat tropeço sempre deve ser reverenciado em qualquer lugar do mundo. Fechando esse petardo temos "Irracional" e "Apatia", essa ultima me levou a época que conheci a banda, quando alternava no sonzão maravilhoso de casa entre eles e os belgas do Agathocles, tiro curto, mincecore nefasto.
Se tem malditos 10 minutos para descer a barra de rolagem do seu celular vendo perfis horriveis no instagram, tera 1:23 disponível para cansar os ouvidos nesse EP maravilhoso do Plague Rages, porrada na orelha.
Nota: 8.2 Links relacionados: https://www.facebook.com/plaguerages
http://plaguerages.bandcamp.com/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

RESENHA: In Grind We Trust - Split Desalmado & Homicide

Junte duas das bandas de grindcore com mais qualidade do país e o resultado não poderia ser outro: uma obra memorável. In Grind We Trust nos faz pensar do começo ao fim em apenas uma palavra: RESISTÊNCIA. Seis sons do Desalmado e sete do Homicide, que nos dão vontade de separar a balaclava, preparar o coquetel molotov e sair combatendo o "Estado Facista e Toda a Opressão Religiosa". Dois murros na cara do "Cidadão de bem", mais um lançamento honroso da Black Hole.

Indo direto aos sons, o disco começa com uma introdução angustiante do Desalmado, que tem sirenes policiais e falas sobre o genocídio da comunidade pobre e negra por parte da polícia e o Estado, seguidos pelo lema da banda (CONTRA O ESTADO FASCISTA E TODA A OPRESSÃO RELIGIOSA) e riffs pesados. "A ordem dos porcos" segue a brutalidade esperada no combate dos causadores das mazelas. "Hidra" é um som que intercala partes lentas com rápidas, com riffs que grudam na cabeça. O título se refere a bolha imobiliária que iniciou a crise dos EUA, já a letra, é uma crítica direta ao Imperialismo que utiliza da propaganda pra entretenimento, contra o senso crítico. "Em Ruínas" começa com riffs lentos, e com berros desesperados em segundo plano ao vocal principal. De repente, você pode começar o mosh, pois há blasts e toda a velocidade que a temática pede: Serpentes extremistas em ruínas, FASCISTAS NÃO PASSARÃO. Mal nos recuperamos e já temos outra porrada "Eternidade do Medo", seguida de "Diáspora", que é um dos sons que demonstram o motivo de muitas pessoas indicarem a influência do thrash no grindcore da banda. Para nós, a melhor música do Desalmado no split. Vale ressaltar aqui, que a letra fala do sequestro do povo africano, feitos de escravos e, após a abolição, abandonados a própria sorte e até hoje excluídos em nossa sociedade que é, sim, racista.





O Homicide, que agora é um quarteto, nos traz um grind poderoso, com influência de death metal, desde seu primeiro som: "Ilusão Idiótica", que intercala vocais graves com rasgados, em uma letra que aborda a manipulação de massa por parte da nossa querida mídia tendenciosa. Na sequência, "Vosso líder" chega com riffs bem trabalhados e o sentimento de que o falso líder tem que sair do trono, pois esse não é o seu lugar (lembra algo?). "Contra o tempo" é o som mais lento, que aborda a nossa essência diante do fim. O que somos, o que sentimos?. "Estado terminal", com sequências animais e bem encaixadas de blasts beats a riffs marcantes, nos mostram a maturidade que a banda atingiu. A próxima pedrada que te atinge, é a "Causa e efeito", sem esperança no ser humano, questiona as próprias análises e reflexões, embalada por uma dinâmica de som na qual você questiona se não está realmente pirado. "Front reality to dust" e "Stupid" são dois sons com letras em inglês, com instrumental direto, mas com detalhes muito bem pensados. Damos destaque aos backin vocals vomitados, que tanto gostamos. O trabalho se encerra com uma vinheta em inglês que ecoa o ENJOY IT em sua mente. Não tem o que fazer, senão dar o play de novo no split.



Sem nos estendermos muitos (é difícil falar pouco de bandas tão boas que atingiram um grau de qualidade tão alto), não podemos deixar de mencionar a ilustração da capa, feita pelo Marcelo ugusto (Manger Cadavre?), que tem uma quantidade absurda de detalhes (quanto tempo será que ele demorou para terminar o desenho?) a qual você perde um bom tempo observando tudo que tem alí e é impossível não refletir sobre ela.

Finalizamos, indicando que você, amante do grindcore nacional, adquira esse trampo físico, junto a Black Hole o mais rápido possível, pois esse é um daqueles lançamentos que vale a pena demais ter em casa e que não adianta chorar depois que esgotar. Com certeza, um dos principais lançamentos desse ano.

Nota: 9,7

Links relacionados:

https://www.facebook.com/desalmadogrind
http://desalmado.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/Homicidegrind
http://homicidegrind.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/blackholeproductions
http://www.blackholeprods.com/
www.blackholeprods.bandcamp.com 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

RESENHA: "Quatro Mil Corpos" - Rabujos PE






Ao dar o play, encontramos uma intro, que nos indaga: quem será o próximo? Nisso temos o atropelo que vem com "Tanto faz o apocalipse", que anuncia o niilismo da banda. "Batismo a Gasolina" será considerada blasfêmica, na medida em que o próprio nazareno sofre na pele a carnificina. Na sequência temos as ótimas "Foice" e "Beco" que juntas duram apenas 3 minutos. "Cadáver" merece destaque pelo perfeito encaixe da métrica da letra junto aos beats da canção. "Motivo Fútil", por sua vez, aborda várias formas sem sentido de morte. Quatro Mil Corpos que intitula o trabalho, é com certeza o ponto mais alto do álbum, numa crítica feroz a banalização da vida mediante ao dinheiro, status e poder e frente aos não providos de privilégios (No condomínio fechado /Para o mundo lá fora /Para os de pele escura /Com menos de vinte /E bem menos prata /O destino é um estampido /Que ninguém nota). "Nada Importa", que vem na sequência, é a mais niilista de todas as músicas, como bem diz o título, nada mais importa, morrer, viver, nada faz sentido. Fechando o trabalho temos o último bloco, que conta com "Sem finais felizes", "Pouco antes do fim", que tem um pouco da levada do crust, "Exílio", "Paraíso Perdido" e "A última quimera", todas as três com menos de 2 minutos de duração cada.

Em suma, esse é um álbum para se ouvir e colocar para se ouvir de novo, pois em um atropelo só, da surpresa de cada detalhe, quando você menos espera, ele já acabou. Encontramos a maturidade de uma banda com duas décadas de estrada e a inovação ao clássico gindcore. Letras muito bem estruturada (e que letras!), baseadas em revoltas voltadas a nossa realidade.

Por fim, mas não menos importante, damos destaque a capa animal (literalmente), que foi feita pelo ilustrador Raone Ferreira (nossa safra de ilustradores retardados da cabeça também é muito boa. Continuem ilustrando o caos <3 ).




Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/Rabujos
http://rabujos.bandcamp.com/

quinta-feira, 31 de março de 2016

[LISTA] Bandas de Grindcore Nacional

O Brasil possui bandas de grindcore de diferentes influências. Tenda pra Nasum ou Napalm Death (que alguns fãs do gênero nem consideram grind), os tupiniquins não devem em nada para as bandas gringas e o resultado é um legado de material de muita qualidade. Pensando nisso, resolvemos listas as bandas de grindcore que conhecemos, indicando os contatos de Facebook e algum outro onde se possa conferir o som. Caso faltem bandas, indiquem que a gente atualiza aqui. TODO APOIO AO UNDERGROUND.



BANDAS BRASILEIRAS DE GRINDCORE

Are You God?
- São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/AreYouGod
Bandcamp: http://areyougod.bandcamp.com/

Banni Conflict
- São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/banniconflictgrind/
Bandcamp: http://banniconflict.bandcamp.com/

Baga - Rio de Janeiro/RJ
Facebook: https://www.facebook.com/BAGA-301033076582288/?fref=ts
Bandcamp: http://bagagrindcore.bandcamp.com/

Cruel Face - ABC/SP

Facebook: https://www.facebook.com/CruelFace
Bandcamp: http://cruelface.bandcamp.com/

Desalmado - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/desalmadogrind
Bandcamp: http://desalmado.bandcamp.com

D.E.R - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/dergrindon

Bandcamp: http://dergrindon.bandcamp.com /

Devastação Sob Terror
- São José dos Campos/SP

Facebook: https://www.facebook.com/devastacaosobterror
Bandcamp: http://devastacaosobterror.bandcamp.com/

Entendeu? - Praia Grande/SP
Facebook: https://www.facebook.com/Entendeugrind
YouTube: https://www.youtube.com/user/entendeugrindmusic

Expose Your Hate - Natal/RN
Facebook: https://www.facebook.com/exposeyourhate
Site: http://www.exposeyourhate.com.br

Expurgo - Belo Horizonte/MG
Facebook: https://www.facebook.com/Expurgo-116000228494693/?hc_location=ufi
Myspace: http://myspace.com/expurgo

Facada - Fortaleza/CE
Facebook: https://www.facebook.com/Facada-118851004866441/?fref=ts
Bandcamp: https://blackholeprods.bandcamp.com/album/nadir

Güerilla - Pindamonhangaba
Reverbnation: https://www.reverbnation.com/g%C3%BCerilla

Homicide - São José/SC
Facebook: https://www.facebook.com/Homicidegrind
Bandcamp: http://homicidegrind.bandcamp.com/

Hutt - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/huttgrind
TramaVirtual: http://www.tramavirtual.com.br/huttgrind

Le Mars - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/LeMarsOfficial/
Bandcamp: http://lemars.bandcamp.com/

Lepra - Recife/PE
Facebook: https://www.facebook.com/lepragrind/
Bandcamp: http://lepra.bandcamp.com/

Lord Groselhator - ABC/SP
Facebook: https://www.facebook.com/lordgroselhator
SoundClound: https://soundcloud.com/lordgroselhator


Meant to suffer - Araras/SP
Facebook: https://www.facebook.com/mtsgrind/
Bandcamp: http://meanttosuffer.bandcamp.com/

No Sense - Santos/SP
Facebook: https://www.facebook.com/nosensegrind
Bandcamp: http://nosensegrindcore.bandcamp.com

Nosso Ódio Irá Atacar - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/noiagrind
Bandcamp: http://xnoiax.bandcamp.com/

Obitto - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/obittogrind
Bandcamp - http://obittogrindcore.bandcamp.com/


Plague Rages - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/plaguerages
Bandcamp: http://plaguerages.bandcamp.com/

Rabujos - Pernambuco
Facebook: https://www.facebook.com/Rabujos
Bandcamp: http://rabujos.bandcamp.com/


ROT - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/rotgrindcore
Site: http://www.rot-official.com/

Siege of Hate - Fortaleza/CE
Facebook: https://www.facebook.com/siegeofhate
Bandcamp: https://siegeofhate.bandcamp.com/releases

Subcut - Presidente Prudente/SP
Facebook: https://www.facebook.com/subcut
MySpace: http://www.myspace.com/subcut

Test - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/testgrind
Site: http://www.testdeath.com.br/

Xico Picadinho
- São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/xicopicadinhogrindcore
Bandcamp: http://xicopicadinhogrindcore.bandcamp.com/

Western Day - São Paulo/SP
Facebook: https://www.facebook.com/westerday/
Bandcamp: https://westerndaygrindcore.bandcamp.com/


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

NEWS: Brain Dead comemora 05 anos de banda com lançamento de clipe

A banda de grindcore, natural de São Paulo, Brain Dead, está comemorando os cinco anos de sua existência com o lançamento de seu primeiro vídeo-clipe: Armado e perigoso.

Confira:



Mais sobre a banda: https://www.facebook.com/braindeadgrindcore/?fref=ts

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

NEWS: Devastação Sob Terror busca selos para lançamento

Seguindo a tendência de união de vários selos para o lançamento de material, a banda de grindcore joseense Devastação Sob Terror  que liberou ontem o Debut Álbum Teaser do cd  Legado de Tortura e Escravidão em busca de selos interessados no lançamento. Os interessados deverão procurar a banda pela página no Facebook: https://www.facebook.com/devastacaosobterror 

 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

NEWS: Desalmado divulga 1º vídeo de ensaio aberto com convidados


Para fechar o ano em grande estilo, o Desalmado realizou um ensaio aberto com convidados especiais como Jean Dollabela (Ego Kill Talent), Moisés (Krisiun), Edão (Oitão), Nata de Lima (Manger Cadavre?), Rodrigo Buitone (Crânula), Rodrigo e Dan (Cursed Slaughter), Thiago Sonho (Funkessencia), André (Doidin). O ensaio, em cima de confraternização foi registrado e hoje a banda liberou o primeiro vídeo.

"Como divulgamos por aqui, mês passado nós fizemos um ensaio com convidados especiais no Family Mob Studios. Registramos tudo e vamos divulgar o primeiro de uma série de vídeos, que serão divulgados no começo de 2016 pelo Sounds Like Us. A primeira música é "Extinção", com a participação especial de Nata de Lima (Manger Cadavre?) eThiago Sonho, primeiro baterista do DESALMADO. In Grind We Trust!"


Confira:

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ENTREVISTA: Entedeu? (Grindcore - Praia Grande)




SCUM - O Entendeu? está prestes a completar 10 anos (em 2016). Como é para vocês persistir no cenário Grind por tanto tempo? Quais são os prós e contras?
Cara, eu acho que a gente tem um parafuso a menos, por que se o Grind já é complicado no mundo, imagina na Praia Grande onde mal tem apreciador de Rock no geral. Mas é satisfatório e persistimos justamente porque a gente gosta bastante do som que toca, podíamos tentar tocar algo mais acessível e comercial, mas é só isso que a gente gosta e sabe fazer. Claro que o satisfatório é quando você toca em condições legais, com bandas legais e se possível do mesmo estilo, com um feedback positivo da galera, com uma ajuda de custo, o aprendizado, as amizades. O foda é que, apesar de ser um gênero que já existe há algum tempo, ainda é pouco disseminado aqui no Brasil.



SCUM - Como é o cenário independente em Praia Grande e região?

Putz, na Praia Grind praticamente inexiste. Quando a gente começou tinha bastante banda de vários estilos e gigs também. Claro que o Grind sempre ficou na nossa mão e do Summer Saco que o nosso guitarrista toca baixo hoje em dia. O engraçado é que as bandas que tinham mais “oportunidades” devido ao som foram as primeiras a desistir e a gente que toca o que ninguém quer ouvir tamo aí ainda incomodando até hoje. Atualmente em atividade, fora as 2 de Grind, só me recordo do Maldita Ambição que é um HC Crust brutalzão. Mas no restante da Baixada Santista em geral tem muitas bandas de várias linhas e grupos bons de Rap. Tem também o coletivo D-Beach Chaos sempre fazendo eventos que fortalecem bastante o underground caiçara.



SCUM - O último lançamento do Entendeu? é uma compilação extra-oficial com os sons da banda e o tributo ao Agathocles (2014). Quando teremos material novo?Então, a última coisa inédita de verdade que lançamos foi a demo “Matando Emos” em 2009. Devido a vários hiatos e mudanças na formação estamos tanto tempo sem lançar nada novo, mas dá pra esperar algo pro final desse ano ou começo do próximo. Estamos na fase de lapidar os sons novos com um time muito empolgado e comprometido ensaiando pesado há mais de 1 ano pra entrar em estúdio o quanto antes. O formato ainda é indefinido, não sabemos como vamos lançar. Se algum selo quiser apoiar, a hora é essa rs.




SCUM - As músicas de vocês possuem um alto teor de sarcasmo (vide vinhetas) e também são muito críticas em relação a religião, alienação, violência, dentre outros temas. Como é para vocês ver o avanço do conservadorismo dos últimos tempos em nosso país?
Tipo, a parte sarcástica fica só nas vinhetas mesmo, mas nas letras sempre houveram críticas mesmo que escritas de forma irônica ou com títulos chamativos e cômicos. O problema é que o povo já não leva o Grind muito a sério por ser extremo e o vocal difícil de entender, aí interpretam tudo errado. Então deixamos essa parte meio de lado porque o que não falta é inspiração pra letra com tanto conservador em pleno século XXI defecando pelas teclas na rede social um pensamento tão intolerante dos anos 40. É que a sociedade tem como base política e filosófica a mídia elitista que molda o brasileiro a sua maneira e o conduz como peças em um xadrez contra ele mesmo.

SCUM - Vocês poderiam indicar 3 bandas nacionais que realmente ouçam?

Ricardo: Homicide, Hutt, DFC
Spock: Coronhada, Ratos de Porão e Gangrena Gasosa
Edu: Ratos de Porão, Infamous Glory e Sodomizer.
Afonso: Krisiun, Lacerated And Carbonized e RDP.

SCUM - Obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês! Deixem uma mensagem, passem contatos. Aproveitem como bem entenderem.

A banda é que agradece a oportunidade de divulgar nosso trampo e o interesse em saber mais sobre nós. Bom, o Entendeu? tá de volta e sem a mínima intenção de parar de novo. Muito mais maduro, rápido e brutal do que nunca. Novidades infernais se aproximam. Quem quiser apoiar, lançar, convidar pra evento, comprar o merchan que ainda não temos, fazer um elogio ou critica pode procurar a página no facebook https://www.facebook.com/pages/Entendeu/100303616752749?ref=hl ou mandar e-mail para grind_otelo@hotmail.com quem ainda não conhece, seguem 2 links com tudo que já gravamos: https://www.youtube.com/watch?v=_8eiZ1t2KBg https://www.youtube.com/watch?v=4NESNsiZWic Abraço, vlw!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ENTREVISTA: Desalmado - Grindcore SP




SCUM: O último lançamento de vocês, o "Estado Escravo", aborda diretamente o capitalismo e passeia por vários âmbitos em que a "doutrina da vitória" explora e trás a tona o pior do homem e acaba em "Extinção". Como foi o processo de composição do EP?
Caio: Esse álbum foi pensado do começo ao fim, passamos praticamente um ano ajustando o detalhe de cada música, foi a primeira vez como quarteto e tínhamos tempo e espaço pra pensar e construir algo denso, orgânico, com um clima pesado. Os sons são um reflexo dos tempos atuais, as letras, o ambiente criado foi um presságio do atual momento mundial. É claro que isso é difícil de ser compreendido pela maioria dos nossos fãs, mas esse é o meu álbum preferido do Desalmado em todos os sentidos, consegui encaixar nas letras todo o meu conceito de mundo, de uma forma muito objetiva. É um álbum que vai contra a cultura do capital e sua principal ferramenta de alienação ideológica, que é a religião. Vale lembrar que ele sairá em material físico logo mais e vai contar com 2 músicas bônus. SCUM: Em tempos em que (infelizmente) temos visto bandas de grindcore e outras vertentes que anteriormente buscavam ser uma frente de luta contra todo o conservadorismo, hoje possuem discursos de ódio e defendendo a "família de bem", vocês acreditam que o público de vocês captou a mensagem do EP Estado Escravo? Caio: Não sei, talvez uma parcela, é difícil mensurar essa questão porque as pessoas se apropriam da música pelo sentimento, ignorando completamente o conteúdo da mensagem. Acredito que poucas pessoas entendem a postura politica progressista do Desalmado, mas acho isso quase que normal, ta cheio fã do Ratos, Napalm Death, Violator que são mais conservadores que minha vó, apesar de achar isso completamente maluco, não é de se surpreender muito. O que me deixa com um ponto de interrogação são algumas bandas do nosso meio ser parte desse conservadorismo, é algo que não faz sentido, o cara esta em um meio libertário e defende pautas conservadoras reacionárias? Nesse caso, se torna algo bem fora da curva, mas cada um faz o que quer do seu som, de certo mesmo, é que estaremos em uma via completamente oposta a esse pessoal e de preferencia, bem distante.

SCUM: Vocês divulgaram na página do facebook da banda um trecho de "Homicida", música que estará no split com o Homicide (SC). Como surgiu a ideia do split? Quantas músicas de cada banda ele conterá e haverá formato físico? Caio: A homicida na verdade vira no material físico do Estado escravo, junto com um cover do Venomous Concept como bônus. Sobre o split com o Homicide, foi uma ideia que não lembro se partiu de mim ou do William, mas decidimos fazer algo entre as duas bandas e serão 6 músicas para cada lado. Sou fã do Homicide, tivemos a oportunidade de tocar juntos uma vez, espero conseguir fazer uma tour com os caras para divulgar esse split. Acho que vai ser extremamente foda, provavelmente terá algo físico, estamos em contato com alguns selos. SCUM: Esse ano o Desalmado completou 11 anos, tendo aberto shows para bandas renomadas como Obituary, Entombed e Magrudergrind. Como vocês avaliam as mudanças na cena independente do início da banda para os dias atuais? Bruno: Muitas bandas surgiram por conta da moda e acabaram rapidamente. Cada vez mais temos menos locais para tocar, são poucos os que ainda resistem e tentam fazer alguma diferença. Só que, mesmo com um cenário como este, muitas bandas continuam resistindo, passando a sua mensagem, algo que é muito importante, pois vivemos em tempos em que as pessoas preferem compartilhar idéias de outros a formular as suas próprias. De positivo vejo que tem surgido muitas bandas que tem um propósito parecido com o nosso, de fazer som extremo com uma mensagem relevante. O grande desafio é tentar tirar a “cena” do Facebook para a realidade.
SCUM: Como é de praxe em nosso blog, indiquem bandas nacionais que vocês realmente ouçam. Bruno: Bem, vou falar por mim, Crânula, Angry, Subcut, Test, Hutt, Doidin, Manger Cadavre?, Cursed Slaughter, Homicide, Facada, Expurgo, Meant to Suffer, Infamous Glory, Setfire, Giallos, Desgraciado, Surra, Huey, Labirinto... Com certeza me esqueci de muitas bandas, é aquilo que eu disse, o lado positivo da cena atual é que tem muita banda boa na ativa! SCUM: Obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês! Deixem uma mensagem, passem contatos... Aproveitem como bem entenderem. Bruno: Nós é que agradecemos o espaço! A mensagem é essa, fazer como vocês, não desistir, resistir, lutar por aquilo que você acredita. Parabéns pela iniciativa de vocês. Para quem estiver lendo esta entrevista, muito obrigado pelo apoio, não existe banda se não tem quem prestigie o trabalho. Somos uma banda que gosta de palco e não viver de internet. Então, prestigie as bandas locais, não tem internet que substitua a experiência de ver um show ao vivo. Falando em internet, para saber as nossas novidades e ouvir o nosso som seguem alguns contatos. In Grind We Trust! 

https://www.facebook.com/desalmadogrind 
https://twitter.com/desalmado 
https://instagram.com/desalmadogrind 
https://www.youtube.com/user/desalmadogrindcore

sexta-feira, 29 de maio de 2015

RESENHA: "Fábrica de Estupros" - Into the End

O grupo de grindcore INTO THE END soltou seu full single,  sim, é isso mesmo, intitulado "Fabrica de estupros". A faixa de pouco mais de 5 minutos, passa a sensação de ser uma compilação de músicas curtas separadas por trechos de depoimentos

Esse play conta com 5 minutos de grindcore powerviolence em estado puro, é impossível não notar influencias do Napalm Death antigo e do Fuck The Facts. Na primeira parte deste single é possível voltar ao fim dos anos 80 e sentir o espirito dos riffs carregados de Jeh, o vocal insano de Antônio, a pegada pesada da baixista Gi e do d-beat certeiro de Douglas que são um verdadeiro convite ao pogo. 

Vale destacar o tema abordado pela banda, em um momento que o machismo é tão combatido e discutido na sociedade, ter letras e trechos que relatam a violência contra a mulher é algo extremamente positivo e necessário. É preciso abordar, é preciso discutir o papel de igualdade de gêneros e a posição da mulher. 

A produção necessitaria de um pouco mais de cuidado, mas isso não compromete o trabalho do quarteto e deve ser obrigatório na coleção de todo fã de grind. 

Vamos ficar no aguardo de novos trabalhos e vê-los em gigs, não temos duvidas de que se trata de um nome promissor no underground brasileiro. 

Longa vida ao INTO THE END.
 


Mais sobre a banda:

https://www.facebook.com/intotheendgrindviolence
https://intoxthexend.bandcamp.com

quinta-feira, 30 de abril de 2015

ENTREVISTA: Lepra

Conversamos com o Ítalo, baixista e vocalista da banda de grindcore oriunda de recife, Lepra. Ele nos contou como foi participar da edição desse ano do Abril Pro Rock, sobre a cena underground em seu estado, letras das músicas e os planos da banda.

SCUM: Fale um pouco sobre como surgiu o Lepra e o início da banda.
A banda surgiu na cidade de Moreno no ano de 2005 com a proposta de fazer um hardcore meio que metal sem muita pretenção de ficar famoso e talz,agente queria mesmo era tomar caxaça (rsrs) e fazer uns barulho  aos poucos a banda foi ficando um pouco mais séria, foi tomando cara de banda, o grindcore, inevitável, tendo em vista as influências dos integrantes(um batera que escutava black metal e um baixista que curtia punk, hc, RDP, era disso pra pior), houveram diversas mudanças na formação, hoje o lepra é um power trio (marcelo, Italo & Raphaell). No início da banda era tenso , porque na cidade o único stúdio que tinha não deixava que agente ensaiasse lá , os caras tinham medo que nós quebrassemos os equimentos, mas essa foi uma dificuldade superada, ensaiavamos muitas vezes na garagem da casa do baterista com uma bateria caindo aos pedaços uns amps bem podres , lembro que agente usava uma bobina de microfone em um cabo de vassora com fita "durex", era tosco , mais era foda. Quando agente se deu conta já estavamos tocando grindcore sem nem perceber e fazia um bom tempo. 

SCUM: Quais são os planos para o futuro da banda?
A gente da banda meio que "deixa rolar" e ver no que dá, único plano que temos no momento é promover a banda através de shows e do nosso ep , carniçeiro, em breve lançaremos, estamos em processo de gravação. final do ano ou mesmo em janeiro 2016 lançar um cd prensado e pá.

SCUM: Qual é a temática da letras?
Algumas retratam a solidão, como é se sentir sozinho no mundo onde o suicidio é a única saída, outras falam do país tosco em que vivemos, outras são explosoes de ódio em tons de ameaça ,a religião que ludibria o individuo fudido, o cara que sorrir enquanto é esfaqueado e por ai vai,...é a nata da desgraça humana.

SCUM: Esse ano vocês participaram do Abril Pro-Rock. Fale um pouco sobre a experiência de tocar nesse festival.
Foi a primeira vez que tocamos em um evento desse porte, no início ficamos meios tenso mas depois nos soltamos, com certeza um dos melhores show da banda. Pra nós é um reconhecimento comemoramos 10 anos de banda no APR, foi fudido de mais, só temos a agradecer a produção do evento, foi atenciosa com a banda nos tratou bem.



SCUM: Cite três bandas nacionais que vocês realmente ouçam.
Uma banda que marcou e lembro que nós escutávamos direto era o cd demo do FACADA ,até hoje escutamos. D.E.R e PLASTIC NOIR não podem faltar nas baladas.

SCUM: Como é a cena independente em Recife?
A  cena oscila bastante tem época que tem show pra kct e tem épocas que não tem quase nada, em geral o underground é muito forte no recife, as únicas dificuldades são os picos pra realizarem os eventos, ou são escondidos , ou são caros. Apesar disso o underground vive.

SCUM: Obrigado pela entrevista. Esse espaço é de vocês! Usem como quiserem.
A gente agradece o espaço cedido pelo site à banda. Queriamos agradecer também a você que acabou de ler essa entrevista e aos nossos amigos que sempre nos apoiaram. GRIND ABRAÇO !!!

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/lepragrind?ref=ts&fref=ts
http://lepra.bandcamp.com/ 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

RESENHA: "Human Savage" - Crânula

O Crânula é uma banda de death/grind de São Paulo, que teve lançado em 2013 o álbum "Paralaxe", que já resenhamos aqui. Nesse ano, a banda apareceu com uma novidade, o EP "Human Savage", que merece estar entre alguns dos melhores álbuns nacionais de death metal do ano. As linhas de bateria são técnicas ao extremo, com precisão e velocidade na medida certa. A quebra de tempo está presente em todo o disco, alternando em todas as composições seções extremamente pesadas, mescladas com partes onde o uso do blast beat é constante. Destaque para a criatividade na composição das cordas (lembrando que a banda não possui baixo).


O EP é iniciado com um canto budista em Rotation, que possui riffs que passeiam entre o death metal e o grindcore. No embalo, temos Carjacking que possui quebras diferentes, que possui destaque o breve solo de guitarra. O destaque vai para "March of Wolves", que é de longe a música que apresenta o melhor desempenho do vocal. Em seguida temos Human Savage, que entitula o EP, que é a música que dá mais clima ao trabalho. Poison é, com certeza, o som para se abrir uma roda violenta (gostaríamos muito de ver esse som ao vivo). E para fechar esse grande lançamento, temos Judge Up, a mais pura brutalidade em forma de música, que possui riffs que não saem da sua cabeça, terminando com o mesmo cântico budista do inicio do EP. Pode se notar em todo o disco uma influência de metal progressivo, passagens que lembram "Dillinger Escape Plan", mas sem deixar o lado influente de "Morbid Angel" e "Sepultura" (da fase "Morbid Visions"). O Crânula mais uma vez tenta inovar num estilo que se encontra saturado conquistando aos poucos uma identidade sonora reconhecível aos primeiros acordes. O disco se encontra disponível para audição gratuita 0800 no bandcamp da banda. A arte da capa é um outro ítem que merece destaque, por Ece Bas. Se você gosta de déti pesado não deixe de conferir este novo trampo!
Nota: 8,734566 MAIS SOBRE A BANDA

https://www.facebook.com/cranula
http://cranula.bandcamp.com/
https://www.youtube.com/user/CRANULABAND

domingo, 8 de fevereiro de 2015

ENTREVISTA: Hutt

A entrevista de hoje foi como o Marcelo Appezzato da banda Hutt. Quem já é fã do trampo dos caras pode se animar, pois vem play novo por ai. Ele nos contou sobre o processo de gravação do "GORDAGRIND", letras, shows, arte...

SCUM - O Hutt está em estúdio gravando um novo play. Quantas músicas esse trabalho conterá? Fale um pouco sobre o processo de gravação.
Marcelo- Acho que são 27 ou 28. A gravação foi diferente dessa vez. Eu entrei em estúdio com o instrumental todo gravado. Tipo Axl Rose. E também teve o Choukri que terminou de gravar sua parte na bateria e saiu da banda. O disco vai chamar GORDAGRIND.

SCUM - Haverá uma turnê de lançamento?
Marcelo-Turnêeeee, gigante, com troçentos shows por aí eu não sei. Mas pretendemos fazer vários pequenos roles cheios de aventura. Mas temos que estar em São Paulo na segunda de manhã pra chegar a tempo no subemprego.

SCUM - Sobre quais temas as letras abordarão? Quem as escreve?
Marcelo- Sou eu quem escreve e os temas provavelmente continuarão os de sempre: sangue, zumbi, mendigos, pombos, crack e filosofia de boteco.

SCUM - Podemos esperar um encarte com a mesma estética de quadrinhos e referências a filmes que os outros trabalhos possuem? Quem ficará a encargo de produzir a nova arte? 
Marcelo- Por mim a gente continua roubando imagem de gibi legal até o fim. Ainda não pensamos em uma capa pro disco. Mas provavelmente vamos roubar mais uma vez de algum gibi massa.

SCUM - Indique 3 bandas de grindcore nacionais que vocês ouçam.
Marcelo- Três é difícil mano, vamos lá: Subcut, Facada, Test, DER, Expurgo, Siege of Hate, Cruel Face, Crânula, ROT, Baixo calão, Flesh Grinder… tem mais um monte de banda legal.

SCUM - Agradecemos a atenção e deixamos esse espaço para falarem o que quiserem.
Marcelo- Valeu pela entrevista mano. Serão os esquimós índios em iglus?

Mais sobre a banda:

https://www.facebook.com/huttgrind/

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ENTREVISTA: Facada

Quando se pensa em grindcore nacional, é impossível não lembrar do Facada. Ativa desde 2003, com um som pesado e sem frescuras, a banda é uma das referências em som extremo do nordeste brasileiro. Confiram a entrevista com os caras. 



SCUM - Fale um pouco sobre o início da banda e quais as principais dificuldades enfrentadas por vocês.
A banda começou em 2003 comigo (james), ari e dangelo. temos 1 demo, 3 discos, alguns shows nas costas e desde lá a gente toca grindcore. A formação hoje é james, david na bateria e danyel e ari nas guitarras. Não lembro de nenhuma dificuldade específica relacionada ao facada, acho que mais coisas de dia a dia mesmo: horários, agendas, perna quebrada...

SCUM- O nordeste é muito rico em relação a música extrema. Indique três bandas da região que vocês gostem.
Eu vou tá sendo muito injusto se escolher só 3, pois a cena nordestina é muito boa e variada. Muita gente fazendo música de qualidade. Vou escolher 3 bandas mortas, pra me redimir: feculent goretomb, nephastus e the cross.

SCUM - Há um rumor que vocês farão uma tour pelo sudeste. Confirma? Se sim, quais serão as cidades contempladas?
Estamos organizando umas datas, mas estamos finalizando as músicas dos materiais que estão pra sair aí acho que por enquanto pelo menos no primeiro semestre vamos se concentrar nisso. Tem umas datas marcadas, mas não quero confirmar nada ainda.




SCUM 
- "Nadir" já é considerado um clássico do grindcore brasileiro. Fale um pouco sobre o processo de composição e as letras.
Valeu, que bom que gostou. Gravaçao é sempre um pouco complicada, porque o Ari quando vem aqui, ensaia c/ o Dangelo e grava logo, depois a gente grava nossa parte aqui, eu e o Danyel. Depois junta tudo pra mixar. Essa peculiaridade de espaço/tempo é que demanda um pouco mais de tempo. Nadir vem do árabe e é uma alusão ao ponto mais baixo. Muitos autores usam como analogia ao mais negativo, ao cume da inferioridade que uma pessoa possa chegar. Esse é o significado. Tentamos cômpor o disco com essa vibe positiva nas letras e composições.

SCUM 
- Quais são os planos para o futuro?
A gente tem 2 splits e um só de covers pra terminar, este é o plano agora. O Indigesto e O Joio vão ser relançados e temos uns shows pra fazer.

SCUM - Obrigado pela entrevista. Esse espaço é de vocês. Usem como quiserem.
Agradeço a entrevista, procurem facadanagoela na internet e valeu a todo mundo que curte a banda e nos apóia.