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quinta-feira, 26 de março de 2015

RESENHA: Orgasmo de Porco "Useless"

O Orgasmo de Porco já é conhecido da galera que curte Crossover, já passou pelo Scum na lista das bandas mais legais surgidas no gênero nos últimos anos! E com esse novo lançamento (Useless) não da para diminuir esse predicado.
De novo o destaque do trampo são os riffs do "Paulinho", variando dessa vez entre a velocidade da luz e algumas passagens mais cadenciadas (Bad Taste Industry conta até com um solo meio blues). É legal ver uma banda desse estilo variando e experimentando tanto. Algumas ressalvas em relação a bateira, no entanto, precisam ser feitas. Em alguns momentos as batidas na caixa e bumbo soam como se estivessem desconexas. E em relação aos pratos, poderiam seguir a linha do "menos é mais". Talvez tenha faltado um pouco mais de treino, mas nada que não possa ser melhorado ou que afete esse play que é muito legal. Notamos um grande crescimento do vocal e do baixo em relação aos trabalhos anteriores. O vocal do "Caverna" conseguiu encontrar uma identidade e o baixo está sendo melhor aproveitado nas cantigas como no som "Smoke Your Reality", que conta com um solo de baixo e uma parte bem pesada e cadenciada.


Resumindo, Useless, é um disco que mostra uma clara evolução por parte da banda desde o "My Mind is a Mess", os caras estão com mais vontade de tocar, mas não largaram de lado a intenção de misturar influências e experimentar coisas novas. Não podemos deixar de mencionar a arte maravilhosa em que o vocalista é um dinossauro. Ela foi criada por Shell www.facebook.com/artshellgrafite. Prometeram um full ainda para esse ano, e, eu como fã, não vejo a hora de sair!
Nota: 8,6781 Mais sobre a banda: www.facebook.com/oxdxpx

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

NEWS: Evento gratuito promovido por bandas em São José dos Campos


O interior do estado de São Paulo possui bandas de muita qualidade e isso não é nenhuma novidade. Há tempos rolam umas discussões sobre o fato de que o interior está aberto às bandas das capitais, mas o sentido contrário encontra muita resistência; sobre a tendência de shows de bandas covers e tributos que também alcançou a região, e sobre os shows de bandas de som próprio estão cada vez mais vazios.

Como sempre dizemos, quem reclama tem que fazer algo para mudar a situação, do contrário a crítica se torna vazia... Nesse pensamento, seis bandas da região do Vale do Paraíba (São José dos Campos/Tremembé/Santa Isabel) resolveram organizar e financiar um fest que não abra mão de qualidade, que receba bem o público e que seja gratuito. Surgiu o UNITED FORCES.

O evento não possui nenhum apoio, nem patrocínio e não se trata de pagar para tocar, é uma iniciativa para que os shows autorais tenham mais gente, como no passado, a nova geração conheça o som das bandas e seja uma boa festa para todos.

Dessa vez ninguém tem uma desculpa para deixar de ir! Confira mais informações sobre o fest no link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/157168797816826/?fref=ts

SOBRE AS BANDAS

MORFOLK - 23 anos de cabeças bangueando. Death Metal de respeito nacional!

ANCESTRAL MALEDICTION - Death Metal extremamente bem executado desde 1994. Destaque para Fernanda Lessa que representa no baixo.

ORGASMO DE PORCO - Um dos destaques do crossover atual. Mosh on chiqueiro!!!

MANGER CADAVRE? - Hardcore/Crust consciente, com vocal gutural e urrado por Nata de Lima.

DESGRACEIRA - Hardcore feio para pessoas feias! O melhor que se pode esperar no underground!

FEBRE DO RATO - Hardcore/Crossover promissor!



O festival United Forces é uma iniciativa de organização e custeio pelas próprias bandas que se apresentarão.

Morlfolk (São José dos Campos)
https://www.facebook.com/Morfolk 

Ancestral Malediction ( Tremembé )
https://www.facebook.com/pages/Ancestral-Malediction/248236635223470?fref=ts


Orgasmo de Porco (São José dos Campos)
https://www.facebook.com/oxdxpx

Manger Cadavre? (SJC/Pindamonhangaba)
https://www.facebook.com/mangercadavre

Desgraceira (São José dos Campos)
https://www.facebook.com/Desgraceira

Febre do Rato (Santa Isabel)
https://www.facebook.com/pages/Febre-do-Rato/148551728645283?fref=ts


ENTRADA GRATUITA
Local: Hocus Pocus
Horário: Pontualmente às 17h

Compareça!!!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ENTREVISTA: Orgasmo de Porco

Conversamos um pouco com o pessoal da banda de crossover do Vale do Paraíba/SP, Orgasmo de Porco. Eles falaram um pouco sobre o início da banda, DIY, processo de gravação do último trabalho, indicaram bandas e falaram sobre muitas outras coisas dentro desse conceito! Leia a entrevista, ouça My Mind is a Mess e vá a todos os shows dos caras, que  vocês puderem. Serão experiências únicas!



SCUM - Fale um pouco sobre o início da banda.
ODP – Porra, cara vamos tentar lembrar do início da banda. Sabemos que foi mais ou menos Junho de 2009, Lobo (bateria) e Paulinho (guitarra) se conheceram no lendário Orkut e eram dois idiotas que queriam formar uma banda e curtiam Thrash. De Cia (baixo) é irmão do Lobo e já tinha uma bandinha podre com uns amigos então só faltava alguém pra gritar, que foi o Caverna (berros) que estudava na mesma sala do Lobo e curtia umas doideras (hardcore da pior espécie em geral) e claro topou fazer essa banda e que genialmente invocou o nome Orgasmo de Porco. Marcamos um ensaio e tocamos Roots bloody Roots do Sepultura pela primeira e única vez hahahah. Já tínhamos aprontado uns riffs e umas letras, então mandamos ver nas músicas próprias pra ver que inferno ia sair dali. Mais uns 2 ensaios e gravamos toscamente a Demo “Mosh on Chikeiro”.


SCUM- Recentemente vocês lançaram o cd My Mind is a Mess. Comente um pouco sobre o processo de gravação, busca por selos e sobre a evolução da banda em relação a trabalhos anteriores.
ODP – Foi lento, demorou pra caralho. Desde a gravação da guitarra guia até a final da masterização foi 1 ano, e se contar que agente já queria lançar um álbum desde 2011 então pode botar ai uns 2 anos. Claro que a burrice da banda como um todo fez parte disso (somos uma banda burra demais haha). Mas saiu, e com essa coisa doida ai que são selos. Por que quando começamos só queríamos tocar e fazer shows, sinceramente ninguém sabia muito bem o que são selos/distros e acabamos fazendo as xerox das capas pegando os CD-Rs, copiando e distribuindo nós mesmos desde a demo até o ultimo EP antes do My Mind. Mas com a banda tocando por aí e conhecendo gente,  eventualmente fomos trocando ideias e conhecendo as coisas e vendo como que elas funcionavam. O Lobo que faz as artes das nossas demos/splits/eps/camisetas/cuecas/etc  conheceu o Mozine (Läja Records) por conta dessa arte e de uns alcoolismos e curtição de show e também o Gil Dessoy (Cianeto Discos) fazendo um desenho doido. Falamos com eles e os mesmos curtiram e toparam lançar esse álbum, mas queríamos achar mais selos que quisessem lançar e a banda toda foi buscando por selos mandando e-mails pra mundo todo. Para não atrasar mais ainda o lançamento fechamos com os que já tinham certeza. Apareceu assim o Jefferson (Faminttus Records) que conhecemos de uns roles pela região, e o Alexandre Casalunga ( Terceiro Mundo Chaos Discos) que respondeu muito prontamente aos nossos e-mails. Também tem a NO SCHOOL RECORDS, que na verdade é coisa da banda LO-FI que lança desde sempre todos seus materiais com esse selo próprio e quando os conhecemos acabamos pegando esse selo também e lançamos os splits podres pela NO SCHOOL hahah.
Lançar um álbum é meio que um processo natural da evolução da banda, agente já tinha lançado 2 splits e um EP mas estávamos com várias músicas novas e vimos que era a hora de ter o primeiro álbum, algo mais “trabalhado” no sentido de mostrar mais a banda desde a arte da capa até a bônus hidden track maldita no final do CD. Demonstra mais ou menos o que é a banda desde 2009 até 2013 e os novos sons e os antigos, até porque regravamos músicas da própria demo. Então o My Mind is a Mess  resume bem o conteúdo indigesto que é a banda. Cada vez mais vamos ficando mais entrosados e músicas novas vão saindo mais naturalmente.

SCUM - O ODP é uma das poucas, senão a única banda de crossover da região do Vale do Paraíba. Como é a cena undergroud na região? Shows, bandas, público...
ODP – Várias bandas do Vale do Paraíba acabam se tornando as poucas ou as únicas nos próprios estilos, mas ODP não é a única de crossover. Por exemplo, conhecemos uns caras doidos a pouco tempo da banda Febre do Rato de Santa Isabel que manda um crossovozão bom.
Cara, o esgoto aqui a um tempo atrás tinha mais retardados indo aos shows e agora tem menos retardados, mas mesmo assim bandas novas apareceram e antigas continuam lançando material e fazendo shows muitas vezes fora da região. A frequência de shows deu uma diminuída talvez porque uma onda da shows de bandas cover tenha aparecido e disputar espaço com algo que da claramente retorno financeiro pros organizadores, é foda. Mas em várias cidades aqui pelo Vale existem pessoas que realmente querem fazer o role e fazem independente do número de pessoas e se vai dar pra pagar os custos ou não. Galera boa sempre aparece, o problema é continuar. Muitas vezes é uma fase da pessoa estar ali curtindo determinado tipo de role e som e aí ela deixa de frequentar estes espaços e por algum motivo as vezes não aparece ninguém novo querendo conhecer. É a renovação do público, e se não aconteceu e agora são poucos, que seja. É o curso natural, não precisamos de uma horda, ninguém tem que “bater cartão no underground”.


SCUM- Indiquem 3 bandas nacionais e 3 internacionais que possuem influência direta no som de vocês.
ODP – É foda falar só três bandas, então quebramos só um pouquinho a regra haha. Começando pelas bandas nacionais, são elas Lo-fi, Merda, Chaos Synopsis, Ataque Nuclear e as internacionais são Cross Examination, Golers, Ramming Speed, Vio-lence, Tankard entre muitas outras.



SCUM - Quais são os planos da banda?
ODP –  Os planos da banda são basicamente continuar fazendo shows e tocando o inferno por ai. No momento estamos com mais algumas músicas novas e sem ideia alguma de onde podemos esgurmitá-las a não ser nos shows. Talvez mais splits, EPs, alguma coletânea ou oque aparecer. Como acabamos de lançar o My Mind Is A Mess a prioridade é espalhar essa loucura pelo esgoto a fora haha.


SCUM - Além da banda, vocês organizam alguns eventos na cidade de vocês. Qual a importância do DIY para vocês?
ODP – Sim, desde que começamos com a banda foi algo inevitável organizar alguns roles. Quando aparece uma boa ideia pra um show agente se organiza com os amigos e a galera que agente conhece e tenta fazer um “evento” pra todo mundo, teve um dos primeiros o Quebra Ossos na Garagem que foi na garagem de um amigo nosso e foi com mais um projeto tosco do Lobo (Vermenoise) e uma banda que o Paulinho tocava (Deserto Maldito) e mais uma banda. E foi fudido, agente simplesmente foi na garagem e fizemos o show, chamamos as pessoas e quem apareceu curtiu. Depois disso fizemos mais um Quebra Ossos e um São José do Esgoto que é um lindo festival que ocorre por aqui. Esse também foi animal, e contou com uma organização um pouco maior por que trouxemos  o Violator  que é uma banda de Brasília então envolve datas, e passagens aéreas antecipadas e foi um festival com muitas bandas pros parâmetros da casa de show local, mas tudo isso não impediu a gente e quem quis se juntar pra ajudar a fazer  esse show. Assim como o Vomitada do Menino Indefeso, outro role que organizamos depois foi o OEF (Obsceno Elton Festival), que foi algo que surgiu e o pessoal gostou da ideia e foi meio que uma desorganização organizada total haha, juntando as bandas, conversando com o Elton sobre a possibilidade dessa festa na casa dele e tendo os equipamentos (bateria e amplificadores) meio que não faltava muita coisa era marcar o dia e tocar. Pessoas conhecidas e desconhecidas divulgaram o role que ia acontecer, cada um do seu jeito colando xerox nos postes da cidade e no cyberespaço, e no final foi um role animador e que inspirou muita gente.  Achamos que a importância do DIY é isso, quem gosta faz seja na garagem do amigo, churrasco no domingo, casa de shows local, na sala de casa ou banheiro. Nem pensamos em DIY, só fazemos. É um impulso, é natural, é o motivo de termos uma banda. Queríamos tocar aquele som que agente curte pra caralho e montamos a banda, então organizar “eventos” é natural também, nem sempre existe um espaço com tudo pronto pra se fazer e não tem porque deixar de fazer o que você gosta por isso, gostamos disso e vamos continuar fazendo.




SCUM - Esse espaço é de vocês! Usem como quiserem.

ODP -  Agradecemos o espaço, bebam cerveja e toquem o inferno, sejam excelentes uns com os outros, foda-se a moda, foda-se o canário undergroud, invoquem satãe festejem com ele. Estamos nesse esgoto porque gostamos e fazemos o que a gente gosta, é muito bom quando encontramos pessoas que pensam da mesma forma que nós. CMC.