Páginas

Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

RESENHA: "When Paranoia Comes" - Deus Castiga



Hoje falaremos sobre um disco lançado em 2015, que por falha nossa não foi resenhado a tempo. Desde já pedimos nossas sinceras desculpas pela mancada. Mas sem lenga lenga, vamos ao que interessa: som!


Os cariocas do  Deus Castiga lançaram o álbum intitulado When Paranoia Comes, que é uma pedrada das mais violentas que já escutamos. Você mal se dá conta e as 11 faixas que compõem o disco mais a bônus já eram, elas passaram e você se vê obrigado a dar o play mais umas duas ou três vezes no mínimo. Tem um pouco de tudo no grindcore dos caras: Power violence, deathcore  mas tudo feito dentro do som proposto, soando como algo único.


Após uma intro de segundos já começa violência garantida em forma de anti musica: "Need to be Victim", "Obtuse", "Beteween Number", "About Me", "Trust Me", "Nothing Lasts" (que tem um vocal mais death core mais rasgado, instrumental com varias passagens  extremamente rápidas e variações de tempo que quebra pescoço fácil) e para fechar uma faixa bônus contendo um ep de 2011 chamado "Im Alive Fucking Dead" que na realidade é uma faixa com várias músicas.




Indicadíssimo para fãs de Cephalic Carnage e Cripple Bastards. Garanta seu cd porque é uma obra prima do grindcore nacional.
Nota: 8

Mais sobre a banda:

http://deuscastiga.com/
https://www.facebook.com/deuscastiga/

domingo, 24 de julho de 2016

RESENHA: "Nomina Anatomica" - Flesh Grinder

É com um imenso prazer que tivemos a honra de fazer resenha do disco "Nomina Anatomica", de uma das bandas mais clássicas do Gore Grind/Splatter nacional: nada mais nada menos que Flesh Grinder! Vale mencionar que a banda está ativa desde 1993, e somos fãs de longa data do trampo do trio.

O selo Black Hole vem investindo pesado no underground nacional. Após o lançamento de um dos melhores splits do ano
 (Homicide x Desalmado), já solta esse retorno dos catarinenses da desgraça.

Antes de falar da musica temos que ressaltar a arte gráfica desse disco. Formato digipack com uma capa que é para poucos. Quem tem estômago fraco nem arrisca! Fazendo jus a historia da banda, as artes fazem a alegria dos fãs de Gore e Splatter.  Na contra capa do cd, você encontra a ordem cronológica de quando uma pessoa vem a óbito até o exame necroscópico (chamado Cronotanatognose). 

Entrando na sala de necropsia, encontramos uma intro muito foda, a Intro Lazario (que tem uma musica com vocal feminino parecendo até uma musica de ninar rs...) que te prepara para os próximos momentos. Já na necropsia, temos as canções Masseration Larvae, Graveyard Meat, Injuries, Putrilagem, Fetuses Forming Bizarre, Soon After Death, Banquete Funerario, Dementopia, que são cirúrgicas: um bisturi nas orelhas! Fica difícil destacar algumas faixas de um disco tão agressivo. Os vocais variam entre o rasgado e o gutural para deixar o clima mais pútrido, junto com palhetadas que remetem o Death Metal e batera sempre direta variando grind e levadas de pedal duplo.

Disco perfeito, volta perfeita, fico me perguntando porque demoram tanto para lançar um novo trabalho, no entanto, a espera valeu a pena. Esperamos que não demorem  para lançar mais clássicos como esse e que role uma tour por todos os estados dando oportunidade a todos de conferir esse absurdo em formato de som.

Confira um som que foi disponibilizado, mas adquira logo essa obra prima.



Nota: 10

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/fleshgrinderofficial/

RESENHA: "Nomina Anatomica" - Flesh Grinder

É com um imenso prazer que tivemos a honra de fazer resenha do disco "Nomina Anatomica", de uma das bandas mais clássicas do Gore Grind/Splatter nacional: nada mais nada menos que Flesh Grinder! Vale mencionar que a banda está ativa desde 1993, e somos fãs de longa data do trampo do trio.

O selo Black Hole vem investindo pesado no underground nacional. Após o lançamento de um dos melhores splits do ano
 (Homicide x Desalmado), já solta esse retorno dos catarinenses da desgraça.

Antes de falar da musica temos que ressaltar a arte gráfica desse disco. Formato digipack com uma capa que é para poucos. Quem tem estômago fraco nem arrisca! Fazendo jus a historia da banda, as artes fazem a alegria dos fãs de Gore e Splatter.  Na contra capa do cd, você encontra a ordem cronológica de quando uma pessoa vem a óbito até o exame necroscópico (chamado Cronotanatognose). 

Entrando na sala de necropsia, encontramos uma intro muito foda, a Intro Lazario (que tem uma musica com vocal feminino parecendo até uma musica de ninar rs...) que te prepara para os próximos momentos. Já na necropsia, temos as canções Masseration Larvae, Graveyard Meat, Injuries, Putrilagem, Fetuses Forming Bizarre, Soon After Death, Banquete Funerario, Dementopia, que são cirúrgicas: um bisturi nas orelhas! Fica difícil destacar algumas faixas de um disco tão agressivo. Os vocais variam entre o rasgado e o gutural para deixar o clima mais pútrido, junto com palhetadas que remetem o Death Metal e batera sempre direta variando grind e levadas de pedal duplo.

Disco perfeito, volta perfeita, fico me perguntando porque demoram tanto para lançar um novo trabalho, no entanto, a espera valeu a pena. Esperamos que não demorem  para lançar mais clássicos como esse e que role uma tour por todos os estados dando oportunidade a todos de conferir esse absurdo em formato de som.

Confira um som que foi disponibilizado, mas adquira logo essa obra prima.



Nota: 10

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/fleshgrinderofficial/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

RESENHA: "Sádka Utopia Convergente" - SUC

Sádica Utopia Convergente é trabalho auto intitulado do S.U.C, gravado no porão do Pé de Macaco, casa esta responsável por realizar lindíssimos trabalhos de áudio visual para bandas do underground, incluindo esta que resenhamos.
O Ep, que é o primeiro registro da banda, chega com 6 composições que nos levam aos primórdios do grindcore punk, a principio, é impossível não visualizar SCUM do Napalm Death e profundas influencias do ROT, reis do estilo no Brasil.
"Suprema covardia" dá inicio aos trabalhos com muita competência, em sua curta duração a banda despeja riffs e vocais certeiros, na sequencia temos "Desgraça", "Enquanto eles agonizam" e "Corporation Slaves" dando o tom do grind, "Vidas desumanas" e a "Causa é a mesma" encerram a pancadaria. O destaque fica para a vocalista Letícia, gostamos muito, principalmente no acerto cirúrgico dos urros junto aos riffs.
Ficamos com a sensação que o trabalho foi gravado ao vivo, não sei, pelo menos pareceu, as músicas passam tranquilamente pelo "crivo" do grind, como dito anteriormente, remetem a fase mais exaltada dos mestres do estilo. Um acerto ali na execução, outro na produção e teremos um fiel representante do melhor da podreira brasileira.
A arte da capa ficou a encardo de Guilherme Sousa.


Nota: 7,5 Mais sobre a banda: https://www.facebook.com/SxUxCxband

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RESENHA: "Desacerto" EP - Plague Rages

Hoje é dia de reverenciar uma excelente ideia, em um período que o amor pela musica é testado efetivamente, novas maneiras de reviver essa relação é trazer outras dinâmicas para que seu trabalho chegue aos ouvidos de seus fãs, e foi isso que o Plague Rages executou no seu EP Desacerto.
Gravado, mixado, masterizado no estudio Duna pelo baixista Kiko, também integrante do Reiketsu, o EP foi lançado exclusivamente no instagram, e sim, com 1:23 divididos em 5 faixas sujas e extremas que representam a história de uma das entidades do grindcore brasileiro.
"Ascenção" abre o EP mesclando blast beats e crust, a faixa é um atropelo, na sequencia temos "Queda" seguindo a mesma linha. Minha favorita é "Desacerto", por que? grind começando no D-beat tropeço sempre deve ser reverenciado em qualquer lugar do mundo. Fechando esse petardo temos "Irracional" e "Apatia", essa ultima me levou a época que conheci a banda, quando alternava no sonzão maravilhoso de casa entre eles e os belgas do Agathocles, tiro curto, mincecore nefasto.
Se tem malditos 10 minutos para descer a barra de rolagem do seu celular vendo perfis horriveis no instagram, tera 1:23 disponível para cansar os ouvidos nesse EP maravilhoso do Plague Rages, porrada na orelha.
Nota: 8.2 Links relacionados: https://www.facebook.com/plaguerages
http://plaguerages.bandcamp.com/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

RESENHA: In Grind We Trust - Split Desalmado & Homicide

Junte duas das bandas de grindcore com mais qualidade do país e o resultado não poderia ser outro: uma obra memorável. In Grind We Trust nos faz pensar do começo ao fim em apenas uma palavra: RESISTÊNCIA. Seis sons do Desalmado e sete do Homicide, que nos dão vontade de separar a balaclava, preparar o coquetel molotov e sair combatendo o "Estado Facista e Toda a Opressão Religiosa". Dois murros na cara do "Cidadão de bem", mais um lançamento honroso da Black Hole.

Indo direto aos sons, o disco começa com uma introdução angustiante do Desalmado, que tem sirenes policiais e falas sobre o genocídio da comunidade pobre e negra por parte da polícia e o Estado, seguidos pelo lema da banda (CONTRA O ESTADO FASCISTA E TODA A OPRESSÃO RELIGIOSA) e riffs pesados. "A ordem dos porcos" segue a brutalidade esperada no combate dos causadores das mazelas. "Hidra" é um som que intercala partes lentas com rápidas, com riffs que grudam na cabeça. O título se refere a bolha imobiliária que iniciou a crise dos EUA, já a letra, é uma crítica direta ao Imperialismo que utiliza da propaganda pra entretenimento, contra o senso crítico. "Em Ruínas" começa com riffs lentos, e com berros desesperados em segundo plano ao vocal principal. De repente, você pode começar o mosh, pois há blasts e toda a velocidade que a temática pede: Serpentes extremistas em ruínas, FASCISTAS NÃO PASSARÃO. Mal nos recuperamos e já temos outra porrada "Eternidade do Medo", seguida de "Diáspora", que é um dos sons que demonstram o motivo de muitas pessoas indicarem a influência do thrash no grindcore da banda. Para nós, a melhor música do Desalmado no split. Vale ressaltar aqui, que a letra fala do sequestro do povo africano, feitos de escravos e, após a abolição, abandonados a própria sorte e até hoje excluídos em nossa sociedade que é, sim, racista.





O Homicide, que agora é um quarteto, nos traz um grind poderoso, com influência de death metal, desde seu primeiro som: "Ilusão Idiótica", que intercala vocais graves com rasgados, em uma letra que aborda a manipulação de massa por parte da nossa querida mídia tendenciosa. Na sequência, "Vosso líder" chega com riffs bem trabalhados e o sentimento de que o falso líder tem que sair do trono, pois esse não é o seu lugar (lembra algo?). "Contra o tempo" é o som mais lento, que aborda a nossa essência diante do fim. O que somos, o que sentimos?. "Estado terminal", com sequências animais e bem encaixadas de blasts beats a riffs marcantes, nos mostram a maturidade que a banda atingiu. A próxima pedrada que te atinge, é a "Causa e efeito", sem esperança no ser humano, questiona as próprias análises e reflexões, embalada por uma dinâmica de som na qual você questiona se não está realmente pirado. "Front reality to dust" e "Stupid" são dois sons com letras em inglês, com instrumental direto, mas com detalhes muito bem pensados. Damos destaque aos backin vocals vomitados, que tanto gostamos. O trabalho se encerra com uma vinheta em inglês que ecoa o ENJOY IT em sua mente. Não tem o que fazer, senão dar o play de novo no split.



Sem nos estendermos muitos (é difícil falar pouco de bandas tão boas que atingiram um grau de qualidade tão alto), não podemos deixar de mencionar a ilustração da capa, feita pelo Marcelo ugusto (Manger Cadavre?), que tem uma quantidade absurda de detalhes (quanto tempo será que ele demorou para terminar o desenho?) a qual você perde um bom tempo observando tudo que tem alí e é impossível não refletir sobre ela.

Finalizamos, indicando que você, amante do grindcore nacional, adquira esse trampo físico, junto a Black Hole o mais rápido possível, pois esse é um daqueles lançamentos que vale a pena demais ter em casa e que não adianta chorar depois que esgotar. Com certeza, um dos principais lançamentos desse ano.

Nota: 9,7

Links relacionados:

https://www.facebook.com/desalmadogrind
http://desalmado.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/Homicidegrind
http://homicidegrind.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/blackholeproductions
http://www.blackholeprods.com/
www.blackholeprods.bandcamp.com 

segunda-feira, 2 de maio de 2016

RESENHA: "Quatro Mil Corpos" - Rabujos PE






Ao dar o play, encontramos uma intro, que nos indaga: quem será o próximo? Nisso temos o atropelo que vem com "Tanto faz o apocalipse", que anuncia o niilismo da banda. "Batismo a Gasolina" será considerada blasfêmica, na medida em que o próprio nazareno sofre na pele a carnificina. Na sequência temos as ótimas "Foice" e "Beco" que juntas duram apenas 3 minutos. "Cadáver" merece destaque pelo perfeito encaixe da métrica da letra junto aos beats da canção. "Motivo Fútil", por sua vez, aborda várias formas sem sentido de morte. Quatro Mil Corpos que intitula o trabalho, é com certeza o ponto mais alto do álbum, numa crítica feroz a banalização da vida mediante ao dinheiro, status e poder e frente aos não providos de privilégios (No condomínio fechado /Para o mundo lá fora /Para os de pele escura /Com menos de vinte /E bem menos prata /O destino é um estampido /Que ninguém nota). "Nada Importa", que vem na sequência, é a mais niilista de todas as músicas, como bem diz o título, nada mais importa, morrer, viver, nada faz sentido. Fechando o trabalho temos o último bloco, que conta com "Sem finais felizes", "Pouco antes do fim", que tem um pouco da levada do crust, "Exílio", "Paraíso Perdido" e "A última quimera", todas as três com menos de 2 minutos de duração cada.

Em suma, esse é um álbum para se ouvir e colocar para se ouvir de novo, pois em um atropelo só, da surpresa de cada detalhe, quando você menos espera, ele já acabou. Encontramos a maturidade de uma banda com duas décadas de estrada e a inovação ao clássico gindcore. Letras muito bem estruturada (e que letras!), baseadas em revoltas voltadas a nossa realidade.

Por fim, mas não menos importante, damos destaque a capa animal (literalmente), que foi feita pelo ilustrador Raone Ferreira (nossa safra de ilustradores retardados da cabeça também é muito boa. Continuem ilustrando o caos <3 ).




Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/Rabujos
http://rabujos.bandcamp.com/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

RESENHA: "Tempo, persistência e fúria" - Grinding Reaction

As redes sociais eventualmente podem nos apresentar coisas bacanas e foi via twitter que conhecemos o Grinding Reaction. A banda que vem lá de Diadema, grande São Paulo, existe há cerca de 16 anos (fundada em 2000), possui riffs que vão do hardcore ao metal, com um vocal que lembra um pouco ao clássico vocal do Gepetto do Ação Direta.

Ouvimos o EP "Tempo, persistência e fúria", que inicia com a música "Verdades e Utopia", que traz  riffs mais pesados, seguidos de uma aceleração, convidativa ao mosh. Infelizmente não encontramos as letras para podermos comentar, mas nota-se que as questões sociais são o tema central dos sons.

"Mundo Morto" chega como uma voadora na cara, que tem destaque a batera veloz e refrão empolgante. "Prostituição Infantil" e "Foda-se", continuam na pegada frenética, seguidas por "Sindicato do Crime", no melhor estilo Biohazard de batera tumpátumpá, e riffs do gênero.

"Cultura do Terror", que tem um baixo estalado e bem excutado e "Ascensão", que é para nós o ponto alto do trabalho, fecham o trabalho em grande estilo.

Para você que está buscando novos sons na pegada de bandas de hardcore/metal, como MadBall e a citada Biohazard, a Grinding Reaction é um prato cheio.



Nota: 7.8

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/grindingreactionfanpage
http://www.reverbnation.com/grindingreaction

domingo, 17 de janeiro de 2016

RESENHA: "Corrosão" - Sociopata

O interior de São Paulo está repleto de bandas de muita qualidade e 2016 começa trazendo várias coisas boas de lá. Hoje nos deparamos com o EP "Corrosão" da banda Sociopata, originária da cidade de Bauru.

O trabalho começa com o som "Indiferença", que possui uma introdução tensa, seguida de um som mais enérgico. Temos até referências de riffs de surf music que casaram muito bem ao crossover que a banda apresenta.

Na sequência temos "Coma", que traz riffs do clássico thrash metal e "Sociedade Pacífica", uma das músicas mais empolgantes do trabalho, que fala sobre terroristas. Temos ainda  "Desinformação" e "Soluciona", são as mais punks do crossover do Corrosão, esta segunda que apresenta uma melodia embalante.

O EP é encerrado com "Utopia", que começa com a frase "Não há liberdade, não há democracia" que contesta a falsa sensação de escolha de pensamento e ações.

O EPfoi g ravado, mixado e masterizado por Reinaldo Moreira, no RMS Estúdio, Agudos-SP, em novembro de 2014, mas só agora houve o lançamento por Sinfonia de Cães (São Paulo) e Subcultura (Bauru). A arte da capa ficou a encargo de Birão Spoldari.





Nota: 7.9


Veja mais em:

http://sociopata.org
http://sociopata.bandcamp.com
https://www.facebook.com/sociopatabr
http://twitter.com/sociopatabr

sábado, 22 de agosto de 2015

RESENHA: "Antropomortum" - Subterror

Caótico foi a primeira palavra que veio a minha mente ao escutar essa  pedrada death/crust do Subterror, mais uma banda animal da bela safra que Brasília possui. Antropomortum, intitula  esse que é o 4º lançamento surpreendente da banda formada pelo trio destruidor, Luan (baixo\vocal), Samuel (bateria) e Harry (guitarra). 

Tudo no disco te remete ao caos ódio e angústia tanto nas letras, sonoridade e seu encarte bem simples, porém sombrio.  A banda conseguiu fazer uma fusão muito interessante entre o death metal sueco na pegada de Grave com uma batera totalmente crust e essa união ficou perfeita de faixa a faixa.

Especificando os sons, de cara, a primeira música (que é instrumental), "O Vazio da Máquina", mostra o que esta para vir no álbum: peso e muitos sentimentos inquietantes. "Estética do Fim", "Pathos", a excelente "Caminhando de Um Inferno Para Outro", são socos que te fazem refletir sua própria existência. Na sequencia  temos "Fanatismo do Pior", som que destacamos por possuir uma ótima letra que traz uma abordagem sobre o fanatismo a doutrinas que nos enfiam sonhos que não são nossos goela abaixo e nos tornam cada vez mais individualistas/egoístas, negando até a existência do outro. "Apatia e Privilegio" é um som lindo, que começa com baixo e palhetada, detalhes que fazem total diferença. "Distopia" é um som com um climão, que certamente eu usaria para a trilha sonora de um filme de terror. A fúnebre "Escrevo para Apagar meu Nome" fecha o álbum com a mensagem de que devemos viver a vida aqui, pois depois da morte, tudo se esvai.

O lançamento ficou a cargo do tradicional selo Black Hole Productions, que vem apoiando o underground nacional há muitos anos, dando suporte com ótimas bandas nacionais e gringas. Não deixe passar esse disco despercebido e adquira logo!

Nota: 9



Mais sobre a banda:
http://subterror.bandcamp.com/
https://www.facebook.com/Subterror

Adquira com a Black Hole:
https://www.facebook.com/blackholeproductions

quinta-feira, 16 de julho de 2015

RESENHA: "Do cinza ao concreto" - Afoite

A banda de hardcore natural de Sorocaba, Afoite, acabou de liberar seu primeiro trabalho intitulado "Da cinza ao concreto". O EP conta com seis faixas e foi produzido por Rodrigo Dionísio (Toxic Carnage).

O EP começa com a música "Conquistando o controle", que de cara já mostra a influência do hardcore anos 90 e o Posite Mental Attitude que se encontra em todas as faixas. Na sequência, "Lados Opostos" nos convida ao mosh frenético. "Quem vigia os vigilantes?" é para nós o ponto alto do trabalho, com uma crítica direta à polícia (vale lembrar A.C.A.B.). "Por todos" é um som que cresce no desenrolar, com um final bem empolgante. Por fim, temos "Qual a face do agressor", que fecha com destaque para os riffs criativos e desenvolvimento na batera.

No geral, "Da cinza ao concreto" é um trabalho bem empolgante. Vale ressaltar que com uma gravação um pouco melhor, a banda não ficaria devendo em nada às bandas mais antigas de hardcore nacional. Ficaremos no aguardo de m full álbum!

Ficamos muito felizes em conhecer bandas do interior, pois geralmente o corre para elas é em triplo, já que o espaço é escasso, conseguir tocar fora, é mais difícil ainda e as oportunidades são menores que na capital. Portanto: Produtores, eis uma banda com um puta potencial para vocês levarem para suas cidades.

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/afoitehardcore?fref=ts

segunda-feira, 15 de junho de 2015

RESENHA: "Limbo" split Manger Cadavre? e Disforme




Limbo é o nome do split das bandas Manger Cadavre? e Disforme que saiu em meados de maio desse ano. 

A primeira, oriunda do Vale do Paraiba, em especifico da cidade de São José dos Campos, pratica um hardcore crust que todos conferiram nos seus primeiros lançamentos, os singles Existimos! e sua Justiça e o EP "Origem da queda".

Nesse split o Manger chega com sua formação definitiva e consolidada, isso fica perceptivel em suas músicas. A banda regravou o som Existimos (ficou muito melhor DIGA-SE DE PASAGI) e brindou os fãs com 3 musicas inéditas. São elas, "Orbis", "Fracasso" e "Trabalhe, consuma e morra", destaque especial para as duas últimas citadas, elas são demais, instrumental e letras fantásticas, convite ao pogo e sucesso no rugby de bomba de gás lacrimogênio com a porcada a serviço do Geraldão.

A evolução da banda é perceptível, aliás, ESPAÇO ABERTO PARA INFORMAÇÃO, eles gravaram no Rubber Tracks e a possibilidade de soltarem algo logo mais é imensa. Detalhe, imagino que tenha uma produção infinitamente superior, o amigo de casa aguarda enquanto come seu pão de queijo vegan.

Do outro lado temos o Disforme, hardcore diretamente de Brasilia fazendo as honras de sua terra.

Quero destacar o trabalho do riffeiro da banda, excelente em todos os sentidos, influencias do que é de melhor no hardcore crust. A cozinha da conta do recado e enriquece cada musica, liricamente o split se completa com maestria, não há o que dizer de negativo do contexto ideológico geral de ambas as bandas, é protesto, é conscientização, é coquetel molotov na agencia bancaria e pano preto na cara.

Dos sons que se destacam da parte do Disforme, "Cães e porcos" (Atoron) e "LCP", ambos dão o tom do que vem na sequência. Vale uma ressalva de minha parte, foi a primeira vez que ouvi a banda (apesar da entrevista massa que meu colega de blog fez com eles aqui) e afirmo que fiquei com a melhor impressão possível, virei fã.

Limbo é um trabalho que exalta o DIY do underground brasileiro, são duas bandas que estão na correria e imagino que tenham se esforçado um bocado pra poder soltar esse petardo do hardcore crust brasileiro.

Ressalto a belíssima obra de arte apocalíptica da capa, elaborada pelo Marcelo Augusto que também toca no Manger Cadavre? O cara tem talento e exprimiu da melhor forma possível o Limbo.

Que mais bandas se unam para fazer belos trabalhos conjuntos como esse.

Porrada na orelha.

O split foi lançado pelos selos: Poeira Maldita, UK, Two Beers or not Two Beers RecordsSeein' Red RecordsTerceiro Mundo Chaos Discos e Zuada Recs. Você pode fazer o download gratuito no bandcamp das bandas, mas vale muito a pena ter o físico desse lançamento.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

RESENHA: "Fábrica de Estupros" - Into the End

O grupo de grindcore INTO THE END soltou seu full single,  sim, é isso mesmo, intitulado "Fabrica de estupros". A faixa de pouco mais de 5 minutos, passa a sensação de ser uma compilação de músicas curtas separadas por trechos de depoimentos

Esse play conta com 5 minutos de grindcore powerviolence em estado puro, é impossível não notar influencias do Napalm Death antigo e do Fuck The Facts. Na primeira parte deste single é possível voltar ao fim dos anos 80 e sentir o espirito dos riffs carregados de Jeh, o vocal insano de Antônio, a pegada pesada da baixista Gi e do d-beat certeiro de Douglas que são um verdadeiro convite ao pogo. 

Vale destacar o tema abordado pela banda, em um momento que o machismo é tão combatido e discutido na sociedade, ter letras e trechos que relatam a violência contra a mulher é algo extremamente positivo e necessário. É preciso abordar, é preciso discutir o papel de igualdade de gêneros e a posição da mulher. 

A produção necessitaria de um pouco mais de cuidado, mas isso não compromete o trabalho do quarteto e deve ser obrigatório na coleção de todo fã de grind. 

Vamos ficar no aguardo de novos trabalhos e vê-los em gigs, não temos duvidas de que se trata de um nome promissor no underground brasileiro. 

Longa vida ao INTO THE END.
 


Mais sobre a banda:

https://www.facebook.com/intotheendgrindviolence
https://intoxthexend.bandcamp.com

quinta-feira, 16 de abril de 2015

RESENHA: "Human Savage" - Crânula

O Crânula é uma banda de death/grind de São Paulo, que teve lançado em 2013 o álbum "Paralaxe", que já resenhamos aqui. Nesse ano, a banda apareceu com uma novidade, o EP "Human Savage", que merece estar entre alguns dos melhores álbuns nacionais de death metal do ano. As linhas de bateria são técnicas ao extremo, com precisão e velocidade na medida certa. A quebra de tempo está presente em todo o disco, alternando em todas as composições seções extremamente pesadas, mescladas com partes onde o uso do blast beat é constante. Destaque para a criatividade na composição das cordas (lembrando que a banda não possui baixo).


O EP é iniciado com um canto budista em Rotation, que possui riffs que passeiam entre o death metal e o grindcore. No embalo, temos Carjacking que possui quebras diferentes, que possui destaque o breve solo de guitarra. O destaque vai para "March of Wolves", que é de longe a música que apresenta o melhor desempenho do vocal. Em seguida temos Human Savage, que entitula o EP, que é a música que dá mais clima ao trabalho. Poison é, com certeza, o som para se abrir uma roda violenta (gostaríamos muito de ver esse som ao vivo). E para fechar esse grande lançamento, temos Judge Up, a mais pura brutalidade em forma de música, que possui riffs que não saem da sua cabeça, terminando com o mesmo cântico budista do inicio do EP. Pode se notar em todo o disco uma influência de metal progressivo, passagens que lembram "Dillinger Escape Plan", mas sem deixar o lado influente de "Morbid Angel" e "Sepultura" (da fase "Morbid Visions"). O Crânula mais uma vez tenta inovar num estilo que se encontra saturado conquistando aos poucos uma identidade sonora reconhecível aos primeiros acordes. O disco se encontra disponível para audição gratuita 0800 no bandcamp da banda. A arte da capa é um outro ítem que merece destaque, por Ece Bas. Se você gosta de déti pesado não deixe de conferir este novo trampo!
Nota: 8,734566 MAIS SOBRE A BANDA

https://www.facebook.com/cranula
http://cranula.bandcamp.com/
https://www.youtube.com/user/CRANULABAND

segunda-feira, 30 de março de 2015

RESENA: "Nuclear Awake" - N.W.77

"Mataram o Risadinha cara! Mataram ele!!!"
 Esse cd é foda!!! É somente assim que podemos começar essa resenha. 
N.W.77 fechou o ano de 2014 destruindo tudo com esse ótimo trabalho intitulado "Nuclear Awake", reforçando mais uma vez que Brasilia é um berço de bandas animais (vide DFC, Macakongs 2099, Disforme, Deceivers e por aí vai). O N.W.77 mantem honrosamente essa essa tradição.

As influências de thrash e hardcore é o que da nota em seu crossover empolgante e agressivo. O disco tem 16 pedradas e começa com a excelente "Charles Bronson Jr" e, basicamente, é emendada com a segunda musica uma homenagem ao Jeff Haneman chamada "Hannemania". O refrão fica grudado na cabeça de primeira. O disco não perde em nenhum momento a pegada e você já está curtindo "N.A.G.A.C.A". "Worldwide Death", para mim é a melhor do disco, com destaque para a letra que é bem forte (deixo vocês curiosos para pesquisar).



"Mad Driver", é um outro destaque que ressoa um thrash metal pesadíssimo. Outras ótimas músicas que não podem ser deixadas de lado são "Terror Tecnológico", "Pig Spirit", "TV Riot" - esta que possui uma ótima levada de bateria, a direta "Bleeding Eyes, e a quase grindcore "One Step Behind". "Death Scene", "The End Incomplete" vão para a linha mais metal. Fechando o disco, temos "The End is Complete" (falei quase disco todo hahahahaha).

Outro fator a ser lembrado é a ótima gravação e a excelente arte da capa do disco, e parabéns ao selo Rotthenness que lançou esse grande trabalho.

Nota: 9

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/nw77music?fref=ts
http://nw77.bandcamp.com/
https://twitter.com/NW77Music

quinta-feira, 26 de março de 2015

RESENHA: Orgasmo de Porco "Useless"

O Orgasmo de Porco já é conhecido da galera que curte Crossover, já passou pelo Scum na lista das bandas mais legais surgidas no gênero nos últimos anos! E com esse novo lançamento (Useless) não da para diminuir esse predicado.
De novo o destaque do trampo são os riffs do "Paulinho", variando dessa vez entre a velocidade da luz e algumas passagens mais cadenciadas (Bad Taste Industry conta até com um solo meio blues). É legal ver uma banda desse estilo variando e experimentando tanto. Algumas ressalvas em relação a bateira, no entanto, precisam ser feitas. Em alguns momentos as batidas na caixa e bumbo soam como se estivessem desconexas. E em relação aos pratos, poderiam seguir a linha do "menos é mais". Talvez tenha faltado um pouco mais de treino, mas nada que não possa ser melhorado ou que afete esse play que é muito legal. Notamos um grande crescimento do vocal e do baixo em relação aos trabalhos anteriores. O vocal do "Caverna" conseguiu encontrar uma identidade e o baixo está sendo melhor aproveitado nas cantigas como no som "Smoke Your Reality", que conta com um solo de baixo e uma parte bem pesada e cadenciada.


Resumindo, Useless, é um disco que mostra uma clara evolução por parte da banda desde o "My Mind is a Mess", os caras estão com mais vontade de tocar, mas não largaram de lado a intenção de misturar influências e experimentar coisas novas. Não podemos deixar de mencionar a arte maravilhosa em que o vocalista é um dinossauro. Ela foi criada por Shell www.facebook.com/artshellgrafite. Prometeram um full ainda para esse ano, e, eu como fã, não vejo a hora de sair!
Nota: 8,6781 Mais sobre a banda: www.facebook.com/oxdxpx

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RESENHA: "Somos Todos Culpados" - Surra

Thrashcore, mas na pegada mais hardcore possível, é apresentado pela banda Surra em seu mais novo lançamento (sabemos que saiu há um tempinho, mas não poderíamos deixar de resenhar). Após muito tempo sem novidade oa banda santista retornou ao estúdio, dessa vez para gravar o novo EP ''Somos todos culpados'', com uma produção excelente e que provavelmente fará muitos aqui pensarem na culpa de sua própria existência. O disco possui temas conflituosos do dia a dia, que continuam a ser discorridos pela banda junto de riffs elaborados e pesados.
As letras de "Todos Somos Culpados" merecem muita atenção e reflexão, pois abordam temas como a exposição de opiniões sem embasamento (estimuladas pela popularização das redes sociais), esquemas que envolvem a propagação do ódio, banalização da violência, a sociedade embasada na imagem... Berradas a milhão por Leeo, que possui um estilo de vocal que remete ao melhor de Raimundos, as músicas te fazem se sentir atropelado por um caminhão de verdades. O som que destacamos é o que teve o clipe lançado há pouco (confira abaixo): Xquema, que começa com uma intro, preparando o terreno para uma pancada sem limite cheio de groove, mal chega aos dois mintos e já te faz perder o rumo. A arte da bolachinha de 7" foi concebida e executada por Jansen Baracho que retratou da melhor forma a sociedade do espetáculo e do ódio às minorias.
Todo o EP é pancada do começo ao fim! O trio está muito afiado e evoluindo, esperamos ansiosamente pelo full.
O lançamento digital está no bandcamp da banda, além do formato físico em LP 7''. Se você ainda não ouviu: ''Pra mim tu se fodeu!''.
Nota: 8,9874


Mais sobre a banda:

http://surrahardcore.bandcamp.com/
https://www.facebook.com/surrahardcore



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

RESENHA: "Entre a balança e a espada" - Distanásia

O Distanasia é uma banda de crust de Maringá, com influencias da NATA do estilo, bandas como Wolfpack, Wolfbrigade, Anti-Cimex, Doom e ENT, ou seja, não estão no rolê para brincadeira. No ano passado soltaram um EP, que levou o nome “Entre a balança e a espada”. Confesso que nós do blog ficamos devendo esse review logo em seu lançamento. FALHA NOSSA. O que temos a dizer? Coloque o som no talo, ligue a tv naquele especial de guerra fajutão e deixe a experiência rolar. Entre a balança e a espada, segue a linha do crust tradicional de bandas como Driller Killer e Wolfbrigade, tem a batida da morte e seus riffs muito bem alinhados, com uma melodia precisa entre um refrão e outro. O EP ficou muito bem produzido, meu destaque vai para as guitarras de Rustuk e KL, os riffs e arranjos são contagiantes.
Um autêntico e puríssimo crustcore, obrigatório na coleção de qualquer METALPUNX. "Deus da Ignorância", "Entre a Balança e a Espada", "Tradições Contradições" e "Mordaças" foram, com certeza, os pontos altos do trabalho. Qual meu favorito do Entre a balança e a espada? DESTRUIDORES. Nota: 8.5
Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/distanasia

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

RESENHA: "Tempos" - Leonardo Panço



Tendo escutado esse disco muitas vezes durante 2014, não sei como deixamos passar despercebido sem fazer a resenha. Em pleno 2015 vamos nos retratar: hoje falamos sobre um dos grandes ícones da cena underground carioca e nacional, Leonardo Panço.

Panço é uma pessoa ligada diretamente a cultura. Foi guitarrista do Soutien Xiita e depois durante muitos anos esteve no Jason ( tendo tours na Europa e pelo Brasil), lançou bandas pelo seu selo Tamborete e é um grande escritor, tendo publicado livros como, "Jason 2001: uma odisseia na Europa", "Caras Dessa Idade Não Leem Manuais" e "Esporro".

Ano passado ele lançou um disco solo chamado Tempos. Após sua saída do Jason, deu uma pausa na carreira, e para compensar a ausência, mandou logo de cara esse grande disco, que contou com muitas participações de peso do underground nacional e internacional. Karina Utomo (High Tension banda australiana qual gosto muito),  Emmily Barreto e Cris Botarelli (Far From Alaska), Gabriel Zander (Zander), Haroldo Paranhos (Maguerbes), Quique Brown (Leptospirose).

A primeira música “Blood Secret” já é um cartão de visitas mostrando todo o peso. Encontramos uma composição marcante e, sem contar, o vocal berrado de Karina. Na sequência há uma cadenciada: “Sincerely”, dessa vez cantada por Emmily e Cris. Outros sons que chamam muito a atenção são “A Busca” (música mais alternativa do disco), “Broken Heart” e “Far Right” (novamente com Karina nos vocais, a mais hardcore do disco). “Pode Crer Que a Gente é Bem Sertanejão”, teve Quique Brown no front, “Desorgulho”, com Kaio Iglesias é para colocar no repeat.

No geral o disco passeia por diversas vertentes entre o alternativo, punk e peso do metal, uma pena por não existir uma versão física desse grande lançamento. Mas pelo encontramos ele inteiramente disponível para download junto com encarte. Obra de muita qualidade, que nos faz esperar ansiosamente por novos lançamentos.

Nota: 9

Mais sobre Leonardo Panço:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

RESENHA: "Pata de Camelo" - Crotchrot



























Aos fãs de GoreGrind, a banda curitibana CrotchRot tráz um prato cheio de nojeiras e bom humor, a começar pelo nome da banda: “CROTCHROT – Aroma pungente oriundo da região do púbis genital característico de quem tem doença venérea em progressão”. A banda que é composta por duas mulheres (Angela e Cyntia) e dois homens (Muringa e Leonardo) traz blasts, d-beats e diversão garantida com suas letras.

O EP Pata de Camelo começa com uma introdução em funk para o som Orgia de Crackudo. A música é rápida, com batidas empolgantes. O som seguinte, "Fetixaria", caminha para um GoreGrind mais tradicional, caracterísca qual encontraremos no restante do EP. Na sequência, temos "Molho Madeira", da qual destacamos o vocal menos grave (que não sabemos identificar se são do vocalista Muringa ou de algum outro integrante da banda). Você confere ainda "Kid Bengala", "Cachorro Transante" e "Meritocalcinha" que possuem letras engraçadas e politicamente incorretas. A música "Pata de Camelo" que entitula o trabalho, é com certeza o grande destaque. A subversão chega ao fim com Porntube e Rompeprop.

A produção e mixagem ficou a encardo de Fabio Gorresen (Flesh Grinder/Zombie Cookbook), ou seja, só poderia vir coisa boa.

Nota: 8.2

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/crotchrotgoregrind
https://crotchrotgoregrind.bandcamp.com