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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

RESENHA: "When Paranoia Comes" - Deus Castiga



Hoje falaremos sobre um disco lançado em 2015, que por falha nossa não foi resenhado a tempo. Desde já pedimos nossas sinceras desculpas pela mancada. Mas sem lenga lenga, vamos ao que interessa: som!


Os cariocas do  Deus Castiga lançaram o álbum intitulado When Paranoia Comes, que é uma pedrada das mais violentas que já escutamos. Você mal se dá conta e as 11 faixas que compõem o disco mais a bônus já eram, elas passaram e você se vê obrigado a dar o play mais umas duas ou três vezes no mínimo. Tem um pouco de tudo no grindcore dos caras: Power violence, deathcore  mas tudo feito dentro do som proposto, soando como algo único.


Após uma intro de segundos já começa violência garantida em forma de anti musica: "Need to be Victim", "Obtuse", "Beteween Number", "About Me", "Trust Me", "Nothing Lasts" (que tem um vocal mais death core mais rasgado, instrumental com varias passagens  extremamente rápidas e variações de tempo que quebra pescoço fácil) e para fechar uma faixa bônus contendo um ep de 2011 chamado "Im Alive Fucking Dead" que na realidade é uma faixa com várias músicas.




Indicadíssimo para fãs de Cephalic Carnage e Cripple Bastards. Garanta seu cd porque é uma obra prima do grindcore nacional.
Nota: 8

Mais sobre a banda:

http://deuscastiga.com/
https://www.facebook.com/deuscastiga/

domingo, 24 de julho de 2016

RESENHA: "Nomina Anatomica" - Flesh Grinder

É com um imenso prazer que tivemos a honra de fazer resenha do disco "Nomina Anatomica", de uma das bandas mais clássicas do Gore Grind/Splatter nacional: nada mais nada menos que Flesh Grinder! Vale mencionar que a banda está ativa desde 1993, e somos fãs de longa data do trampo do trio.

O selo Black Hole vem investindo pesado no underground nacional. Após o lançamento de um dos melhores splits do ano
 (Homicide x Desalmado), já solta esse retorno dos catarinenses da desgraça.

Antes de falar da musica temos que ressaltar a arte gráfica desse disco. Formato digipack com uma capa que é para poucos. Quem tem estômago fraco nem arrisca! Fazendo jus a historia da banda, as artes fazem a alegria dos fãs de Gore e Splatter.  Na contra capa do cd, você encontra a ordem cronológica de quando uma pessoa vem a óbito até o exame necroscópico (chamado Cronotanatognose). 

Entrando na sala de necropsia, encontramos uma intro muito foda, a Intro Lazario (que tem uma musica com vocal feminino parecendo até uma musica de ninar rs...) que te prepara para os próximos momentos. Já na necropsia, temos as canções Masseration Larvae, Graveyard Meat, Injuries, Putrilagem, Fetuses Forming Bizarre, Soon After Death, Banquete Funerario, Dementopia, que são cirúrgicas: um bisturi nas orelhas! Fica difícil destacar algumas faixas de um disco tão agressivo. Os vocais variam entre o rasgado e o gutural para deixar o clima mais pútrido, junto com palhetadas que remetem o Death Metal e batera sempre direta variando grind e levadas de pedal duplo.

Disco perfeito, volta perfeita, fico me perguntando porque demoram tanto para lançar um novo trabalho, no entanto, a espera valeu a pena. Esperamos que não demorem  para lançar mais clássicos como esse e que role uma tour por todos os estados dando oportunidade a todos de conferir esse absurdo em formato de som.

Confira um som que foi disponibilizado, mas adquira logo essa obra prima.



Nota: 10

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/fleshgrinderofficial/

RESENHA: "Nomina Anatomica" - Flesh Grinder

É com um imenso prazer que tivemos a honra de fazer resenha do disco "Nomina Anatomica", de uma das bandas mais clássicas do Gore Grind/Splatter nacional: nada mais nada menos que Flesh Grinder! Vale mencionar que a banda está ativa desde 1993, e somos fãs de longa data do trampo do trio.

O selo Black Hole vem investindo pesado no underground nacional. Após o lançamento de um dos melhores splits do ano
 (Homicide x Desalmado), já solta esse retorno dos catarinenses da desgraça.

Antes de falar da musica temos que ressaltar a arte gráfica desse disco. Formato digipack com uma capa que é para poucos. Quem tem estômago fraco nem arrisca! Fazendo jus a historia da banda, as artes fazem a alegria dos fãs de Gore e Splatter.  Na contra capa do cd, você encontra a ordem cronológica de quando uma pessoa vem a óbito até o exame necroscópico (chamado Cronotanatognose). 

Entrando na sala de necropsia, encontramos uma intro muito foda, a Intro Lazario (que tem uma musica com vocal feminino parecendo até uma musica de ninar rs...) que te prepara para os próximos momentos. Já na necropsia, temos as canções Masseration Larvae, Graveyard Meat, Injuries, Putrilagem, Fetuses Forming Bizarre, Soon After Death, Banquete Funerario, Dementopia, que são cirúrgicas: um bisturi nas orelhas! Fica difícil destacar algumas faixas de um disco tão agressivo. Os vocais variam entre o rasgado e o gutural para deixar o clima mais pútrido, junto com palhetadas que remetem o Death Metal e batera sempre direta variando grind e levadas de pedal duplo.

Disco perfeito, volta perfeita, fico me perguntando porque demoram tanto para lançar um novo trabalho, no entanto, a espera valeu a pena. Esperamos que não demorem  para lançar mais clássicos como esse e que role uma tour por todos os estados dando oportunidade a todos de conferir esse absurdo em formato de som.

Confira um som que foi disponibilizado, mas adquira logo essa obra prima.



Nota: 10

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/fleshgrinderofficial/

quarta-feira, 8 de junho de 2016

RESENHA: "Sádka Utopia Convergente" - SUC

Sádica Utopia Convergente é trabalho auto intitulado do S.U.C, gravado no porão do Pé de Macaco, casa esta responsável por realizar lindíssimos trabalhos de áudio visual para bandas do underground, incluindo esta que resenhamos.
O Ep, que é o primeiro registro da banda, chega com 6 composições que nos levam aos primórdios do grindcore punk, a principio, é impossível não visualizar SCUM do Napalm Death e profundas influencias do ROT, reis do estilo no Brasil.
"Suprema covardia" dá inicio aos trabalhos com muita competência, em sua curta duração a banda despeja riffs e vocais certeiros, na sequencia temos "Desgraça", "Enquanto eles agonizam" e "Corporation Slaves" dando o tom do grind, "Vidas desumanas" e a "Causa é a mesma" encerram a pancadaria. O destaque fica para a vocalista Letícia, gostamos muito, principalmente no acerto cirúrgico dos urros junto aos riffs.
Ficamos com a sensação que o trabalho foi gravado ao vivo, não sei, pelo menos pareceu, as músicas passam tranquilamente pelo "crivo" do grind, como dito anteriormente, remetem a fase mais exaltada dos mestres do estilo. Um acerto ali na execução, outro na produção e teremos um fiel representante do melhor da podreira brasileira.
A arte da capa ficou a encardo de Guilherme Sousa.


Nota: 7,5 Mais sobre a banda: https://www.facebook.com/SxUxCxband

quinta-feira, 2 de junho de 2016

RESENHA: "Desacerto" EP - Plague Rages

Hoje é dia de reverenciar uma excelente ideia, em um período que o amor pela musica é testado efetivamente, novas maneiras de reviver essa relação é trazer outras dinâmicas para que seu trabalho chegue aos ouvidos de seus fãs, e foi isso que o Plague Rages executou no seu EP Desacerto.
Gravado, mixado, masterizado no estudio Duna pelo baixista Kiko, também integrante do Reiketsu, o EP foi lançado exclusivamente no instagram, e sim, com 1:23 divididos em 5 faixas sujas e extremas que representam a história de uma das entidades do grindcore brasileiro.
"Ascenção" abre o EP mesclando blast beats e crust, a faixa é um atropelo, na sequencia temos "Queda" seguindo a mesma linha. Minha favorita é "Desacerto", por que? grind começando no D-beat tropeço sempre deve ser reverenciado em qualquer lugar do mundo. Fechando esse petardo temos "Irracional" e "Apatia", essa ultima me levou a época que conheci a banda, quando alternava no sonzão maravilhoso de casa entre eles e os belgas do Agathocles, tiro curto, mincecore nefasto.
Se tem malditos 10 minutos para descer a barra de rolagem do seu celular vendo perfis horriveis no instagram, tera 1:23 disponível para cansar os ouvidos nesse EP maravilhoso do Plague Rages, porrada na orelha.
Nota: 8.2 Links relacionados: https://www.facebook.com/plaguerages
http://plaguerages.bandcamp.com/

segunda-feira, 2 de maio de 2016

RESENHA: "Quatro Mil Corpos" - Rabujos PE






Ao dar o play, encontramos uma intro, que nos indaga: quem será o próximo? Nisso temos o atropelo que vem com "Tanto faz o apocalipse", que anuncia o niilismo da banda. "Batismo a Gasolina" será considerada blasfêmica, na medida em que o próprio nazareno sofre na pele a carnificina. Na sequência temos as ótimas "Foice" e "Beco" que juntas duram apenas 3 minutos. "Cadáver" merece destaque pelo perfeito encaixe da métrica da letra junto aos beats da canção. "Motivo Fútil", por sua vez, aborda várias formas sem sentido de morte. Quatro Mil Corpos que intitula o trabalho, é com certeza o ponto mais alto do álbum, numa crítica feroz a banalização da vida mediante ao dinheiro, status e poder e frente aos não providos de privilégios (No condomínio fechado /Para o mundo lá fora /Para os de pele escura /Com menos de vinte /E bem menos prata /O destino é um estampido /Que ninguém nota). "Nada Importa", que vem na sequência, é a mais niilista de todas as músicas, como bem diz o título, nada mais importa, morrer, viver, nada faz sentido. Fechando o trabalho temos o último bloco, que conta com "Sem finais felizes", "Pouco antes do fim", que tem um pouco da levada do crust, "Exílio", "Paraíso Perdido" e "A última quimera", todas as três com menos de 2 minutos de duração cada.

Em suma, esse é um álbum para se ouvir e colocar para se ouvir de novo, pois em um atropelo só, da surpresa de cada detalhe, quando você menos espera, ele já acabou. Encontramos a maturidade de uma banda com duas décadas de estrada e a inovação ao clássico gindcore. Letras muito bem estruturada (e que letras!), baseadas em revoltas voltadas a nossa realidade.

Por fim, mas não menos importante, damos destaque a capa animal (literalmente), que foi feita pelo ilustrador Raone Ferreira (nossa safra de ilustradores retardados da cabeça também é muito boa. Continuem ilustrando o caos <3 ).




Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/Rabujos
http://rabujos.bandcamp.com/

domingo, 17 de janeiro de 2016

RESENHA: "Corrosão" - Sociopata

O interior de São Paulo está repleto de bandas de muita qualidade e 2016 começa trazendo várias coisas boas de lá. Hoje nos deparamos com o EP "Corrosão" da banda Sociopata, originária da cidade de Bauru.

O trabalho começa com o som "Indiferença", que possui uma introdução tensa, seguida de um som mais enérgico. Temos até referências de riffs de surf music que casaram muito bem ao crossover que a banda apresenta.

Na sequência temos "Coma", que traz riffs do clássico thrash metal e "Sociedade Pacífica", uma das músicas mais empolgantes do trabalho, que fala sobre terroristas. Temos ainda  "Desinformação" e "Soluciona", são as mais punks do crossover do Corrosão, esta segunda que apresenta uma melodia embalante.

O EP é encerrado com "Utopia", que começa com a frase "Não há liberdade, não há democracia" que contesta a falsa sensação de escolha de pensamento e ações.

O EPfoi g ravado, mixado e masterizado por Reinaldo Moreira, no RMS Estúdio, Agudos-SP, em novembro de 2014, mas só agora houve o lançamento por Sinfonia de Cães (São Paulo) e Subcultura (Bauru). A arte da capa ficou a encargo de Birão Spoldari.





Nota: 7.9


Veja mais em:

http://sociopata.org
http://sociopata.bandcamp.com
https://www.facebook.com/sociopatabr
http://twitter.com/sociopatabr

quinta-feira, 16 de julho de 2015

RESENHA: "Do cinza ao concreto" - Afoite

A banda de hardcore natural de Sorocaba, Afoite, acabou de liberar seu primeiro trabalho intitulado "Da cinza ao concreto". O EP conta com seis faixas e foi produzido por Rodrigo Dionísio (Toxic Carnage).

O EP começa com a música "Conquistando o controle", que de cara já mostra a influência do hardcore anos 90 e o Posite Mental Attitude que se encontra em todas as faixas. Na sequência, "Lados Opostos" nos convida ao mosh frenético. "Quem vigia os vigilantes?" é para nós o ponto alto do trabalho, com uma crítica direta à polícia (vale lembrar A.C.A.B.). "Por todos" é um som que cresce no desenrolar, com um final bem empolgante. Por fim, temos "Qual a face do agressor", que fecha com destaque para os riffs criativos e desenvolvimento na batera.

No geral, "Da cinza ao concreto" é um trabalho bem empolgante. Vale ressaltar que com uma gravação um pouco melhor, a banda não ficaria devendo em nada às bandas mais antigas de hardcore nacional. Ficaremos no aguardo de m full álbum!

Ficamos muito felizes em conhecer bandas do interior, pois geralmente o corre para elas é em triplo, já que o espaço é escasso, conseguir tocar fora, é mais difícil ainda e as oportunidades são menores que na capital. Portanto: Produtores, eis uma banda com um puta potencial para vocês levarem para suas cidades.

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/afoitehardcore?fref=ts

quinta-feira, 16 de abril de 2015

RESENHA: "Human Savage" - Crânula

O Crânula é uma banda de death/grind de São Paulo, que teve lançado em 2013 o álbum "Paralaxe", que já resenhamos aqui. Nesse ano, a banda apareceu com uma novidade, o EP "Human Savage", que merece estar entre alguns dos melhores álbuns nacionais de death metal do ano. As linhas de bateria são técnicas ao extremo, com precisão e velocidade na medida certa. A quebra de tempo está presente em todo o disco, alternando em todas as composições seções extremamente pesadas, mescladas com partes onde o uso do blast beat é constante. Destaque para a criatividade na composição das cordas (lembrando que a banda não possui baixo).


O EP é iniciado com um canto budista em Rotation, que possui riffs que passeiam entre o death metal e o grindcore. No embalo, temos Carjacking que possui quebras diferentes, que possui destaque o breve solo de guitarra. O destaque vai para "March of Wolves", que é de longe a música que apresenta o melhor desempenho do vocal. Em seguida temos Human Savage, que entitula o EP, que é a música que dá mais clima ao trabalho. Poison é, com certeza, o som para se abrir uma roda violenta (gostaríamos muito de ver esse som ao vivo). E para fechar esse grande lançamento, temos Judge Up, a mais pura brutalidade em forma de música, que possui riffs que não saem da sua cabeça, terminando com o mesmo cântico budista do inicio do EP. Pode se notar em todo o disco uma influência de metal progressivo, passagens que lembram "Dillinger Escape Plan", mas sem deixar o lado influente de "Morbid Angel" e "Sepultura" (da fase "Morbid Visions"). O Crânula mais uma vez tenta inovar num estilo que se encontra saturado conquistando aos poucos uma identidade sonora reconhecível aos primeiros acordes. O disco se encontra disponível para audição gratuita 0800 no bandcamp da banda. A arte da capa é um outro ítem que merece destaque, por Ece Bas. Se você gosta de déti pesado não deixe de conferir este novo trampo!
Nota: 8,734566 MAIS SOBRE A BANDA

https://www.facebook.com/cranula
http://cranula.bandcamp.com/
https://www.youtube.com/user/CRANULABAND

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

RESENHA: "Tempos" - Leonardo Panço



Tendo escutado esse disco muitas vezes durante 2014, não sei como deixamos passar despercebido sem fazer a resenha. Em pleno 2015 vamos nos retratar: hoje falamos sobre um dos grandes ícones da cena underground carioca e nacional, Leonardo Panço.

Panço é uma pessoa ligada diretamente a cultura. Foi guitarrista do Soutien Xiita e depois durante muitos anos esteve no Jason ( tendo tours na Europa e pelo Brasil), lançou bandas pelo seu selo Tamborete e é um grande escritor, tendo publicado livros como, "Jason 2001: uma odisseia na Europa", "Caras Dessa Idade Não Leem Manuais" e "Esporro".

Ano passado ele lançou um disco solo chamado Tempos. Após sua saída do Jason, deu uma pausa na carreira, e para compensar a ausência, mandou logo de cara esse grande disco, que contou com muitas participações de peso do underground nacional e internacional. Karina Utomo (High Tension banda australiana qual gosto muito),  Emmily Barreto e Cris Botarelli (Far From Alaska), Gabriel Zander (Zander), Haroldo Paranhos (Maguerbes), Quique Brown (Leptospirose).

A primeira música “Blood Secret” já é um cartão de visitas mostrando todo o peso. Encontramos uma composição marcante e, sem contar, o vocal berrado de Karina. Na sequência há uma cadenciada: “Sincerely”, dessa vez cantada por Emmily e Cris. Outros sons que chamam muito a atenção são “A Busca” (música mais alternativa do disco), “Broken Heart” e “Far Right” (novamente com Karina nos vocais, a mais hardcore do disco). “Pode Crer Que a Gente é Bem Sertanejão”, teve Quique Brown no front, “Desorgulho”, com Kaio Iglesias é para colocar no repeat.

No geral o disco passeia por diversas vertentes entre o alternativo, punk e peso do metal, uma pena por não existir uma versão física desse grande lançamento. Mas pelo encontramos ele inteiramente disponível para download junto com encarte. Obra de muita qualidade, que nos faz esperar ansiosamente por novos lançamentos.

Nota: 9

Mais sobre Leonardo Panço:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

RESENHA: "Pata de Camelo" - Crotchrot



























Aos fãs de GoreGrind, a banda curitibana CrotchRot tráz um prato cheio de nojeiras e bom humor, a começar pelo nome da banda: “CROTCHROT – Aroma pungente oriundo da região do púbis genital característico de quem tem doença venérea em progressão”. A banda que é composta por duas mulheres (Angela e Cyntia) e dois homens (Muringa e Leonardo) traz blasts, d-beats e diversão garantida com suas letras.

O EP Pata de Camelo começa com uma introdução em funk para o som Orgia de Crackudo. A música é rápida, com batidas empolgantes. O som seguinte, "Fetixaria", caminha para um GoreGrind mais tradicional, caracterísca qual encontraremos no restante do EP. Na sequência, temos "Molho Madeira", da qual destacamos o vocal menos grave (que não sabemos identificar se são do vocalista Muringa ou de algum outro integrante da banda). Você confere ainda "Kid Bengala", "Cachorro Transante" e "Meritocalcinha" que possuem letras engraçadas e politicamente incorretas. A música "Pata de Camelo" que entitula o trabalho, é com certeza o grande destaque. A subversão chega ao fim com Porntube e Rompeprop.

A produção e mixagem ficou a encardo de Fabio Gorresen (Flesh Grinder/Zombie Cookbook), ou seja, só poderia vir coisa boa.

Nota: 8.2

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/crotchrotgoregrind
https://crotchrotgoregrind.bandcamp.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

RESENHA: Nobody Brings My Coffin Until I Die - Bandanos

O Bandanos é uma banda que dispensa apresentações, parte do underground há uns 12 anos, os caras são figura carimbada em inúmeros festivais no país.
A linha é um crossover mais calcado em riffs punks, o vocal segue a mesma linha do primeiro disco (O excelente We Crush your mind), ou seja lembrando a todo tempo o nosso querido Blaine Cook do The Accused!!
Quem acompanha a banda sabe que a formação da banda sabe que recentemente eles tiveram mudanças na formação, os novos interegrantes (Helder (batera), Lauro(Baixo)), chegam trazendo uma nova energia a banda, nesse novo disco o Bandanos insere algumas passagens mais cadenciadas em alguns de seus sons!
A produção fica mais uma vez a cargo do Ciero do estúdio DaTribo, uma produção correta, com um som que mesmo sujo soa muito bem gravado, provavelmente gravado de forma analógica.
Destaque ao meu gosto pessoal fica para a excelente Bay Aerea Seduction, com quebras de ritmo, com um riff simples porém eficaz! Começando com um ritmo bem pesado, com uma condução certeira na cúpula do prato.
Da banda não há como não destacar o guitarrista Marcelo Papa, que carrega a identidade da banda nos riffs.
Único ponto negativo da bolachinha (ou do bolachão, caso vc tenha adquirido o vinil) ficam a cargo dos backing vocals, que parecem meio baixos e as vezes até meio desanimados, mas nada que ofusque esse excelente lançamento!
Faz o seguinte, não fica morgando, os caras estão tocando em todo o canto do Brasil, e vc pode ouvir o disco inteiro no YouTube antes de adquirir sua cópia física!! Corre logo lá, vc não vai se arrepender.

Nota: 8,54741

Links relacionados:

https://www.facebook.com/bandanoscrossover
http://bandanos.bandcamp.com/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

RESENHA: Cemitério

Cemitério é aquela banda que fica fácil fazer uma resenha pois reúne tudo o que mais gosto num disco só, Filmes de Terror e Death Metal. Banda de um único integrante formada por Hugo Golon (Infected, Comando Nuclear, Side Effectz), que compoz, gravou e produziu todo o disco autointitulado!
Uma fusão perfeita entre o antigo Pestilence com Autopsy. Hugo acertou em cheio nas onze composições falando de filmes como 'A Volta dos Mortos Vivos', 'Quadrilha de Sádicos', 'Holocausto Canibal', 'Sexta Feira 13', 'O Dia de Satã' (minha preferida, além de ser um ótimo filme bem difícil de se encontrar), 'Natal Sangrento', 'Pague para entrar e Reze para Sai'r, se você prestar atenção alem da intro que abre o disco 'A Casa do Cemiterio' , falei quase do disco todo e ainda de quebra acabei conhecendo dois filmes pelo disco 'A Vingança de Cropsy' e 'Asilo Sinistro'.
O encarte é outro ponto positivo, as letras acompanhadas de uma ilustração animal. Death Metal de primeira, cantando em português e muito bem gravado. Um disco para não faltar na coleção do headbanger que ama death metal anos 80 e 90! Bom eu já tenho o meu disco agora resta você adquirir o seu!


Nota: 9.5
5

segunda-feira, 14 de julho de 2014

RESENHA: Homicide 'Destrutivo'

Poderia simplesmente se chamar DESTRUIDOR o ep novo dos grinders do Homicide.
Em ritmo de final de festa na copa das copas, me resta brindar junto a Dilma uma boa cachacinha ao som desse esplêndido EP.
Audição obrigatória pra qualquer fã do estilo, estes catarinenses estão longe de brincar quando o papo é brutalidade, assim como o glorioso Zuniga não aliviou para o Neymar, Destrutivo veio para receber o prêmio de joelhada na terceira vertebra do ano.
Bem produzido e com faixas curtas e diretas se destacam os blastbeats insanos de Marlon, é extremamente poderoso e certeiro. Todas as faixas são legais, porém, Arma Biológica tem um trabalho de baixo lindo, Padrão normal e Esqueça a decência um crustcore grind foderoso.
Tambem temos as ótimas execuções dos covers do Magrudergrind (Pulverizing Hate Mongers)e dos classicões belgas do Agathocles com (All Gone).
Lembro que toda a produção foi de responsa destes putos, ou seja, os caras conhecem e muito de como fazer música extrema boa.
Se o Zuniga aprovaria? Porra, distribuindo joelhada pra todos os lados, porque esse EP é literalmente um convite a agressão gratuita.
Ai mamacita querida!!!Grindcore na sua cara! Nota: 9.7

quinta-feira, 3 de julho de 2014

RESENHA: Ratos de Porão 'Século Sinistro'

Ouço/leio muita gente falando que as grandes bandas não lançam mais grandes discos e em partes até sou obrigado a concordar, nunca mais vimos um Scum do napalm death ou um Powerslave do Iron Maiden, mas vez ou outra temos gratas surpresas.
Estava muito ansioso por esse disco do Ratos, em parte por eu ter gostado muito do Homem Inimigo do Homem e seus flertes com o Grind e em parte por eu realmente gostar e acompanhar há anos o trampo dos caras, porém sinceramente não esperava nada grandioso ou clássico. Qual foi minha surpresa quando logo de cara chegou aquela porrada que é Conflito Violento, na sequencia Neocanibalismo (que conta com um solo animal do Moyses Kolesne) sem tempo p/ respirar já vem Grande Bosta e toda a sequencia uma emendada na outra e quando você menos espera o disco acaba! Nãããão! Queria muito mais! Lá vou eu apertar o repeat e passar mais algumas horas ouvindo esse petardo, não adianta, se esse disco tivesse sido lançado nos anos 80/90 seria considerado de cara um clássico da banda, obviamente os tiozões mais xiitas e ditadores de regra do metal não irão ter a mesma consideração, já que pararam de ouvir o Ratos na época do Brasil, mas isso não importa meu amigo, se vc gosta de música pesada (e se está é porque obviamente gosta) você precisa ouvir isso aqui, eu tive a mesma sensação de quando ouvi a primeira vez meu Anarkophobia, o meu Violent Agression, o Arise, a coisa aqui é clássica sim e obrigatória a qualquer um que se diga punk ou headbanger.
IMPOSSÍVEL destacar só uma faixa ou só uma letra, tudo aqui é muito contemporâneo e ao mesmo tempo atemporal, vale de nota aqui a participação do Atum, porco de estimação do João Gordo no som Sangue e Bunda, fazendo um dos Pig Screams mais maneiros já registrados num play! Rola também no disco um cover do Anti-Cimex p/ som Progreria of Power.
Como consideração final vale dizer que se você é um dos supracitados cagaregras da nossa amada "cena" largue o preconceito de lado, esse disco (e muitos outros) merecem uma escutada com atenção, gostar de coisa velha não te faz mais tr00.
Nota: 10.00 Veja mais sobre a banda: https://www.facebook.com/RatosdePoraoOficial

terça-feira, 20 de maio de 2014

RESENHA: Daimonos - 'Daimonos EP'

O nordeste brasileiro é um celeiro de ótimas bandas extremas. Hoje, passeando pelo feed de notícias das páginas que seguimos no facebook, conheci a banda Daimonos (redes sociais não são de todo mal). Oriunda de Natal, no Rio Grande do Norte, a banda nasceu em 2013 e segue linha clássica de Death Metal, com riffs bem trabalhados e um vocal poderoso de Mirella Jambo.
O primeiro material do Daimonos conta com quatro músicas e um bônus (The Lucifer´s Law). O EP foi lançado somente na versão digital, mas o download gratuito no bandcamp . As letras falam sobre transtornos psíquicos, ódio e contra a Igreja. Destacamos Origins of Evil, que começa com um belo urro, e transita entre o clima tenso e empolgante!

Mais sobre a banda: https://www.facebook.com/pages/Daimonos/445293598935627?sk=timeline
 

domingo, 19 de janeiro de 2014

RESENHA: Infecção Raivosa - Sem fraqueza Sem piedade


O Infecção faz uma mistura de hardcore, thrash e pitadas de new metal, no ano passado eles soltaram o disco: Sem fraqueza, Sem piedade, que foi gravado, mixado e produzido pelo lendário Ciero no estudio Da Tribo.
A pegada é a violência pura durante todo o disquinho, muito groove e toda aquele clima do Hardcore nova-iorquino.
Devo confessar que não sou muito fã desse estilo, porém, mesmo assim o disco conseguiu me cativar com riffs e solos criativos, que vez da audição dele algo muito prazeroso! Em muitos momentos chegou a me lembrar algo do Hatebreed ou do Agnostic Front mais recente.
Os destaques do disco para mim são: T.A.S.P. e a brutal Entre balas perdidas, que tem a participação do Fétus humanoides.
Não há como não falar do André Barone nas baquetas, que na minha opinião debulha de forma muito criativa em cima da massa sonora!
Se vc curte um bom Metalcore, corra atrás, é bem fácil achar material dos caras, e eles estão sempre respondendo a galera pelo Facebook!





Nota: 7.923

domingo, 5 de janeiro de 2014

RESENHA: Cursed Slaughter - "Metal Moshing Thrash Machine"



Grande disco de estreia da banda paulistana Cursed Slaugther, originalmente lançado em 2012
em formato demo, agora remasterizado pela Peculio Discos, Metal Moshing Thrash Machine, é indicadíssimo para fãs de D.R.I e Municipal Waste e da velha escola do Trash Metal, a qual já tive a oportunidade de ver alguns shows.

Fica difícil destacar alguma música, pois o play inteiro possui uma energia animal. Começando com Nuke  Future, que é clássico em seus shows com muitos stages dives e um circle pit com direito a surf, Crystal Lake (hino) passando por Cyco Army, Metal Moshing Trash Machine, música que finaliza os shows, The Dead Will Walk the Earth, finalizando com a excelente Silent Storm. O Cursed Slaugther é aquela fusão perfeita para quem gosta de Trash Metal, filmes de horror (vide vinhetas e referências nas letras) e cerveja.

Mais uma grande banda que mostra como o cenário nacional é cada vez mais forte não devendo nada as bandas gringas. Sendo uma das grandes promessas do crossover nacional, a banda tende a ampliar ainda mais seu público, e esperamos ansiosamente pelo próximo trabalho. Adquira logo seu cd, tomando uma cerveja e esperando o holocausto zumbi com Cursed Slaughter na trilha sonora!

Nota: 9,2

Mais sobre a banda:

https://www.facebook.com/cursedoficial?fref=ts
http://www.myspace.com/cursedslaughter

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

RESENHA: Confronto - IMORTAL



Confronto soltou a pouco seu novo disco Imortal. Os cariocas vem mostrando toda a fúria do seu metal/hardcore, com um peso fora do normal. Contando com diversas participações, como João Gordo (Ratos de porão), Carlos Vândalo (Dorsal Atlântica) e Felipe Eregion (Unearthly), Immortal passeia por diversas influências passando pelo Thrash, Death e Hardcore, algo que por vezes me lembrou os cds mais recentes do Korzus, principalmente na parte da produção. As letras são outro ponto de destaque, fugindo do lixo lirico que tem inundado a nossa cena nacional, sem citar nomes.
Quanto as músicas tenho que destacar "Aos Dragões" e "1 Hora", coisa que realmente gruda na cabeça no bom sentido.

Quanto aos músicos, não tem um destaque aqui, Felipe, Max, Eduardo e Felipe Ribeiro tocam como um time e isso faz desse lançamento algo balanceado, e que merece o seu play.
Corra atrás, está disponível em todas as lojas pela Urubuz records.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resenha: Violator - Scenarios Of Brutality



Falar do Violator é chover no molhado, o nome da banda já criou uma associação automática ao thrash de qualidade, coisa que esse novo trabalho só vem reforçar.

Pessoalmente não vejo o Violator como o responsável pelo "revival do Thrash" porque para mim, que acompanho o cenário underground, ele nunca chegou a morrer, sempre tivemos ótimas bandas mantendo o estilo vivo, mas os rapazes foram sim responsáveis por levantar novamente a bandeira do underground para uma nova geração que pouco ou nada conhecia da cena.

Voltando ao lançamento dos brasilienses, a coisa está insana, a velocidade característica continua ali, mas dessa vez temos passagens cada vez mais trabalhadas e cadenciadas, como na faixa Dead To This World, remetendo muito ao Slayer no Seasons In The Abyss, se antes as faixas careciam de momentos marcantes e grudentos, isso mudou aqui, prepare-se para ficar cantarolando o riff inicial da faixa No Place for The Cross ou das passagens intricadas da Endless Tyrannies e de outros petados!

A produção, que ficou a cargo do alemão Andy Classen, está impecável, e chega a ser engraçado como nos dias de hoje, cheio de facilidades digitais, podemos ouvir um disco que parece ter sido gravado nos saudosos 80's, não que a gravação esteja abafada ou algo assim, mas a tecnologia aqui só foi usada para melhorar a percepção do som analógico.

É difícil destacar uma faixa do disco, no momento minha preferida é a Colors of Hate, mas tenho certeza que isso pode mudar a qualquer momento ao longo das dezenas de audições que provavelmente farei do disquinho, e isso meu amigo, é outro ponto forte!


O Violator nos entrega um disco de pouco menos de 40 min com 9 músicas memoráveis que com certeza tem de tudo para agradar qualquer thrasher, tenho certeza que a sensação de se ouvir Scenarios Of Brutality é a mesma que seu pai, tio ou primo mais velho teve ao ouvir o seu Arise pela primeira vez, um disco para marcar a história do thrash nacional.

Parabéns ao Violas por levar a primeira nota máxima aqui no SCUM.

Nota: 10,00

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