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domingo, 17 de janeiro de 2016

RESENHA: "Corrosão" - Sociopata

O interior de São Paulo está repleto de bandas de muita qualidade e 2016 começa trazendo várias coisas boas de lá. Hoje nos deparamos com o EP "Corrosão" da banda Sociopata, originária da cidade de Bauru.

O trabalho começa com o som "Indiferença", que possui uma introdução tensa, seguida de um som mais enérgico. Temos até referências de riffs de surf music que casaram muito bem ao crossover que a banda apresenta.

Na sequência temos "Coma", que traz riffs do clássico thrash metal e "Sociedade Pacífica", uma das músicas mais empolgantes do trabalho, que fala sobre terroristas. Temos ainda  "Desinformação" e "Soluciona", são as mais punks do crossover do Corrosão, esta segunda que apresenta uma melodia embalante.

O EP é encerrado com "Utopia", que começa com a frase "Não há liberdade, não há democracia" que contesta a falsa sensação de escolha de pensamento e ações.

O EPfoi g ravado, mixado e masterizado por Reinaldo Moreira, no RMS Estúdio, Agudos-SP, em novembro de 2014, mas só agora houve o lançamento por Sinfonia de Cães (São Paulo) e Subcultura (Bauru). A arte da capa ficou a encargo de Birão Spoldari.





Nota: 7.9


Veja mais em:

http://sociopata.org
http://sociopata.bandcamp.com
https://www.facebook.com/sociopatabr
http://twitter.com/sociopatabr

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resenha: Violator - Scenarios Of Brutality



Falar do Violator é chover no molhado, o nome da banda já criou uma associação automática ao thrash de qualidade, coisa que esse novo trabalho só vem reforçar.

Pessoalmente não vejo o Violator como o responsável pelo "revival do Thrash" porque para mim, que acompanho o cenário underground, ele nunca chegou a morrer, sempre tivemos ótimas bandas mantendo o estilo vivo, mas os rapazes foram sim responsáveis por levantar novamente a bandeira do underground para uma nova geração que pouco ou nada conhecia da cena.

Voltando ao lançamento dos brasilienses, a coisa está insana, a velocidade característica continua ali, mas dessa vez temos passagens cada vez mais trabalhadas e cadenciadas, como na faixa Dead To This World, remetendo muito ao Slayer no Seasons In The Abyss, se antes as faixas careciam de momentos marcantes e grudentos, isso mudou aqui, prepare-se para ficar cantarolando o riff inicial da faixa No Place for The Cross ou das passagens intricadas da Endless Tyrannies e de outros petados!

A produção, que ficou a cargo do alemão Andy Classen, está impecável, e chega a ser engraçado como nos dias de hoje, cheio de facilidades digitais, podemos ouvir um disco que parece ter sido gravado nos saudosos 80's, não que a gravação esteja abafada ou algo assim, mas a tecnologia aqui só foi usada para melhorar a percepção do som analógico.

É difícil destacar uma faixa do disco, no momento minha preferida é a Colors of Hate, mas tenho certeza que isso pode mudar a qualquer momento ao longo das dezenas de audições que provavelmente farei do disquinho, e isso meu amigo, é outro ponto forte!


O Violator nos entrega um disco de pouco menos de 40 min com 9 músicas memoráveis que com certeza tem de tudo para agradar qualquer thrasher, tenho certeza que a sensação de se ouvir Scenarios Of Brutality é a mesma que seu pai, tio ou primo mais velho teve ao ouvir o seu Arise pela primeira vez, um disco para marcar a história do thrash nacional.

Parabéns ao Violas por levar a primeira nota máxima aqui no SCUM.

Nota: 10,00

Contatos:

Bandcamp
Site Oficial
contact@violatorthrash.com