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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

NEWS: Manger Cadavre? libera EP "Senhores da Moral" para download

O projeto Rubber Tracks da Converse trouxe muito material de qualidade para o Brasil nesse último ano de 2015. Um deles foi o EP intitulado "Senhores da Moral" da banda do Vale do Paraíba, Manger Cadavre?, que conta com duas músicas que tiveram a produção por ninguém menos que Jean Dollabela (ex Sepultura, atual Ego Kill Talent). A gravação aconteceu no estúdio Family Mob em SP.

Ouça e baixe no bandcamp: https://mangercadavre.bandcamp.com/

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ENTREVISTA: Attero - Uberlâdia/MG

Batemos um papo com o Sapão, integrante da banda de hardcore mineiro, Attero. Ele nos contou sobre o cenário independene mineiro, comentou os trabalhos produzidos pela banda e, é claro, indicou bandas pra gente conhecer. 


SCUM - Como se deu a formação do Attero? Conte um pouco sobre o início da banda, formação, principais dificuldades enfrentadas durante esses mais de 10 anos de banda e os momentos mais marcantes.

Eu e o Marquinho tivemos a ideia de formar o Attero durante as viagens de outra banda que ele tocava guitarra na época, o Cirrhosis. Nós já havíamos tocado juntos no Krösta e queríamos voltar a tocar hardcore. Para a batera chamamos o Sergio que também era do Krösta e para o vocal chamamos o Caleb que havia tocado com o Marquinho no 6Real. Em 2004 começamos a ensaiar e em 2006 lançamos o Enemy. Pouco após a gravação do Enemy convidamos o Guilherme (que tocava comigo no Krow) para testarmos como ficaria a banda com duas guitarras. Em 2007 o Carlim (também ex-Krösta) assumiu o vocal e o Allissera (do Dead Smurfs) abraçou a segunda guitarra, e essa é a formação até hoje. As dificuldades foram as mesmas da maioria das bandas da nossa região (aperto para gravar, conseguir lugar pra tocar, divulgar e distribuir material, etc), mas o saldo sempre foi positivo. De marcante posso citar os shows que fizemos... essa sempre foi a melhor parte.

SCUM - O primeiro registro de vocês, “Enemy”, saiu em 2006 pela One Voice Records em uma fase em que a banda se caracterizava mais como hardcore. Com o passar do tempo, notamos mais influência de metal no som do Attero. Qual é a importância desse trabalho para a banda? O que mudou efetivamente de lá pra cá?

Na verdade nosso som sempre teve pitadas de metal pois é um estilo que ouvimos bastante, o próprio Enemy tem uma pegada bem Entombed. Em 2008 quando começamos a compor o EP Ruínas o fato de ter duas guitarras permitiu tramparmos mais com arranjos e solos, talvez por isso tenha soado mais thrash, mas a base continua hardcore. Para os próximos sons creio que vamos manter essa “mistura”.
SCUM - Em 2009 vocês lançaram o EP "Ruínas" que contou com 4 músicas. Em 2011, o álbum "Contraste". Fale um pouco sobre os dois trabalhos. Podemos aguardar um novo lançamento?

O Ruínas, assim como o primeiro disco, gravamos em apenas um fim de semana em um bate e volta insano entre Uberlândia e Goiânia. Ele foi lançado digitalmente em uma parceria bacana com os selos Valvulado e Incêndio. Para gravar o album Contraste novamente fomos para o Rocklab em Goiânia (dessa vez com menos correria) e pudemos contar com as participações de uma galera que a gente admira muito como Guilherme (Krow), Poney (Violator), Gregório (Deceivers) e Túlio (DFC) e Luis Maldonalle, e pela primeira vez prensamos mil cópias. Gostamos muito do resultado desses trabalhos, ambos foram bem recebidos e fizemos bons shows para lançar e divulgar cada um. Ultimamente estamos tentando retomar os ensaios com a frequencia de antes e compor mais, o problema é que não dá pra saber quem da banda é o mais enrolado! Mas o Marquinho já está com alguns riffs no pente e o Carlim tem feito algumas letras, dando tudo certo lançaremos algo em 2016.

SCUM - Como é o cenário hardcore mineiro?

Falando mais especificamente do Triângulo Mineiro sempre tivemos bandas muito boas na região, algumas mais antigas que me lembro de ver foram Dead Smurfs, Uganga, FMI, Cuspindo Marimbondo, Etinocídio, Fúria, Você é Livre?, Flanders, Outra Chance, Dull Kids e a própria Lixo Social que depois virou o Krösta. Também rolou uma safra mais recente com No Defeat, Esquiva, Desventura, Chafun di  Formio, Deadtrack, Funeral For My Memories entre outras. Rolam eventos de responsa como o Udi Rock, Cerradão Hardcore e HC Reunion, alguns destes inclusive abrem espaço para bandas de outros estilos como punk, metal, grunge, etc. E outros que não acontecem mais como o Vida Simples e o Cultura em Peso, mas que tiveram sua importância para a cena local. Sempre foram poucos os lugares abertos para o hardcore, o que nunca impediu a galera de organizar eventos (com muita “criatividade” eu diria) e ainda o surgimento de novas bandas... sinal que a parada segue em frente!
SCUM - Indiquem 3 bandas nacionais que vocês realmente ouçam no dia a dia.

Estou ouvindo muito o último do DFC (Sequencia Animalesca de Bicudas E Giratórias), Garage Fuzz (um “esquenta” para o novo disco, Fast Relief) e Gritos de Ódio (gosto muito do Profundo Inconsciente porém há anos não tenho mais o disco, daí alguém subiu no YouTube!)

SCUM - Obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês! Deixem uma mensagem, passem contatos... Aproveitem como bem entenderem.
Nós que agradecemos pelo espaço. Realmente esperamos gravar em breve e fazer alguns shows. Estar no palco e poder rever e fazer novas amizades é algo que estimamos muito. Quem quiser entrar em contato: atterohc@gmail.com ou https://www.facebook.com/atterohc e para ouvir nosso som http://youtu.be/PPyagHngm7A Mais uma vez obrigado e um forte abraço a todos!


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

NEWS: Cristo Bomba lança clipe de "A Diferença Entre Linces e Lobos"

No último dia 04 a banda de hardcore, natural de São Paulo, Cristo Bomba, lançou o clipe de A DIFERENÇA ENTRE LINCES E LOBOS. O trabalho foi dirigido pelos irmãos Luca e Davide Bori, traz a participação de Dieguito Reis(Vivendo do Ócio) e o vídeo foi gravado na antiga estrutura do Hotel Bar.


Confira:

   



quinta-feira, 16 de julho de 2015

RESENHA: "Do cinza ao concreto" - Afoite

A banda de hardcore natural de Sorocaba, Afoite, acabou de liberar seu primeiro trabalho intitulado "Da cinza ao concreto". O EP conta com seis faixas e foi produzido por Rodrigo Dionísio (Toxic Carnage).

O EP começa com a música "Conquistando o controle", que de cara já mostra a influência do hardcore anos 90 e o Posite Mental Attitude que se encontra em todas as faixas. Na sequência, "Lados Opostos" nos convida ao mosh frenético. "Quem vigia os vigilantes?" é para nós o ponto alto do trabalho, com uma crítica direta à polícia (vale lembrar A.C.A.B.). "Por todos" é um som que cresce no desenrolar, com um final bem empolgante. Por fim, temos "Qual a face do agressor", que fecha com destaque para os riffs criativos e desenvolvimento na batera.

No geral, "Da cinza ao concreto" é um trabalho bem empolgante. Vale ressaltar que com uma gravação um pouco melhor, a banda não ficaria devendo em nada às bandas mais antigas de hardcore nacional. Ficaremos no aguardo de m full álbum!

Ficamos muito felizes em conhecer bandas do interior, pois geralmente o corre para elas é em triplo, já que o espaço é escasso, conseguir tocar fora, é mais difícil ainda e as oportunidades são menores que na capital. Portanto: Produtores, eis uma banda com um puta potencial para vocês levarem para suas cidades.

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/afoitehardcore?fref=ts

segunda-feira, 15 de junho de 2015

NEWS: Questions lança o lyric video da música "The Same Blood"

A paulistana banda de hardcore Questions lançou hoje o Lyric Video da música The Same Blood, que contou com a participação de Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish. A música faz parte do álbum "Pushed Out... of Society" que será lançado em setembro no Brasil, pela Seven Eight Life Recordings.



The same blood
a glint, a spark, it's all you need
something to stand up for

so much intolerance in this world
how can we cope with it 

they always say we won't make a change
no matter how hard we try

but we can't stand it, and we won't take it
won't let it slip away

nothing more than peace for the people
nothing less, prepared for the battle
our dreams, struggles, demands and rights
people together deciding their lives

racist shit, never accept
human rights are the rights of us all
homophobia, never accept
a right that we don't defend is a right that is lost

no one is born with a heart full of hate
this is taught and learned
it's up to us to realize
we all share the same blood

necessidade e estratégia, 
todas as dores, quebrar a inércia
a mesma ação

RESENHA: "Limbo" split Manger Cadavre? e Disforme




Limbo é o nome do split das bandas Manger Cadavre? e Disforme que saiu em meados de maio desse ano. 

A primeira, oriunda do Vale do Paraiba, em especifico da cidade de São José dos Campos, pratica um hardcore crust que todos conferiram nos seus primeiros lançamentos, os singles Existimos! e sua Justiça e o EP "Origem da queda".

Nesse split o Manger chega com sua formação definitiva e consolidada, isso fica perceptivel em suas músicas. A banda regravou o som Existimos (ficou muito melhor DIGA-SE DE PASAGI) e brindou os fãs com 3 musicas inéditas. São elas, "Orbis", "Fracasso" e "Trabalhe, consuma e morra", destaque especial para as duas últimas citadas, elas são demais, instrumental e letras fantásticas, convite ao pogo e sucesso no rugby de bomba de gás lacrimogênio com a porcada a serviço do Geraldão.

A evolução da banda é perceptível, aliás, ESPAÇO ABERTO PARA INFORMAÇÃO, eles gravaram no Rubber Tracks e a possibilidade de soltarem algo logo mais é imensa. Detalhe, imagino que tenha uma produção infinitamente superior, o amigo de casa aguarda enquanto come seu pão de queijo vegan.

Do outro lado temos o Disforme, hardcore diretamente de Brasilia fazendo as honras de sua terra.

Quero destacar o trabalho do riffeiro da banda, excelente em todos os sentidos, influencias do que é de melhor no hardcore crust. A cozinha da conta do recado e enriquece cada musica, liricamente o split se completa com maestria, não há o que dizer de negativo do contexto ideológico geral de ambas as bandas, é protesto, é conscientização, é coquetel molotov na agencia bancaria e pano preto na cara.

Dos sons que se destacam da parte do Disforme, "Cães e porcos" (Atoron) e "LCP", ambos dão o tom do que vem na sequência. Vale uma ressalva de minha parte, foi a primeira vez que ouvi a banda (apesar da entrevista massa que meu colega de blog fez com eles aqui) e afirmo que fiquei com a melhor impressão possível, virei fã.

Limbo é um trabalho que exalta o DIY do underground brasileiro, são duas bandas que estão na correria e imagino que tenham se esforçado um bocado pra poder soltar esse petardo do hardcore crust brasileiro.

Ressalto a belíssima obra de arte apocalíptica da capa, elaborada pelo Marcelo Augusto que também toca no Manger Cadavre? O cara tem talento e exprimiu da melhor forma possível o Limbo.

Que mais bandas se unam para fazer belos trabalhos conjuntos como esse.

Porrada na orelha.

O split foi lançado pelos selos: Poeira Maldita, UK, Two Beers or not Two Beers RecordsSeein' Red RecordsTerceiro Mundo Chaos Discos e Zuada Recs. Você pode fazer o download gratuito no bandcamp das bandas, mas vale muito a pena ter o físico desse lançamento.

segunda-feira, 16 de março de 2015

ENTREVISTA - Disforme (DF)

Se tem algo que nos deixa contentes é quando bandas boas voltam! É o caso do Disforme de Brasília (DF), que após alguns anos inativos, resolveu voltar e com novidades. Confira a entrevista que fizemos com o Roberto, guitarrista da banda, que nos falou sobre a retomada das atividades, ideologia, planos de lançamentos e ainda indicou bandas pra gente conhecer. 


SCUM - O Disforme começou suas atividades em 2005. Conte como foi o começo da banda.

DISFORME: 
Em 2005 a Tainara teve a idéia de formar a banda junto com o Marcelo e o Petrônio. Convidaram o Rodrigo para guitarra e pouco tempo depois o Danilo assumiu seu posto ainda em 2005. A banda gravou uma demo com essa formação e em março de 2006 o Negrete substituiu o Danilo que saiu da banda para se dedicar aos estudos.

SCUM - 
Em 2010 vocês encerraram as atividades que foram retomadas em 2014. Qual foi o motivo para o término? E a retomada?

DISFORME: 
A gente precisou dar um tempo, Tainara estava cansada e o Petrônio precisou de um tempo para se dedicar a vida pessoal. No ano de 2010 mesmo, Negrete e Marcelo até tentaram prosseguir sem a Tainara e o Petrônico, mas não deu certo e enterraram a banda no final de 2010.

SCUM - 
Na última semana observamos muitas pessoas compartilhando a música '64 Nunca Mais' de vocês no Twitter e Facebook, em resposta ao conclame da intervenção militar e a (praticamente) convocação da Globo e Folha de São Paulo para que as 'pessoas de bem' fossem às ruas lutar contra a corrupção. Qual é o posicionamento ideológico da banda?
DISFORME: 
A banda, desde o começo, declaradamente assumiu uma posição ideológica de esquerda. Somos totalmente contra a politica opressora da direita. É um absurdo essas manifestações pró-ditadura, essas pessoas só podem estar hipnotizadas pelo plin plin. Que loucura tudo isso! Esse pessoal quer ditadura militar, né? Na favela tem intervenção militar todo dia, pergunta pra essa galera se eles querem morar lá? Marcha contra a corrupção? Todo mundo lindx, com a camisa da CBF. Seria cômico se não fosse tão trágico. 



SCUM - Recentemente vocês anunciaram que lançarão um CD Split com a banda Manger Cadavre? do interior de São Paulo. Como surgiu a ideia do Split? Quando ele será lançado? Haverá uma tour para lançamento? 

DISFORME: Conhecemos o Manger na internet, achamos a banda muito agressiva, com vocal feminino, tudo que gostamos. Logo nós procuramos saber quem eram xs integrantes da banda. Conhecemos a Nata que já tinha ouvido nosso trabalho e aí surgiu uma grande amizade além da idéia do split. O split nada mais é que a consolidação de um material de duas bandas que se identificam muito ideologicamente e que se tornaram amigas. Faremos apresentações junto com a Manger Cadavre? e queremos trazer eles pra tocar em Brasília de forma totalmente independente, sem pedir ajuda pra secretária da cultura. Faremos tudo realmente DIY.
SCUM - 
Quais são as dificuldades encontradas por vocês no atual cenário underground?
DISFORME: 
Nossa maior dificuldade atualmente é encontrar um tempo pra dedicar a banda. Esse mês íamos comemorar 10 anos de banda, com um evento simples com uma ou duas bandas de abertura, mas pela falta de tempo e o envolvimento com a gravação, faremos esse som até dezembro (se der!). 

SCUM - 
Como é de praxe em nosso blog, indique 3 bandas independentes nacionais que vocês realmente ouçam.

DISFORME: 
Difícil hêin... Mas vamos lá: Signo XIII, Entre Os Dentes e Ímpeto.

SCUM - 
Obrigado pela atenção e esse espaço é de vocês. Usem como quiserem.

DISFORME: 
Valeu pela entrevista. A gente é meio empenadx pra responder essas coisas, mas o recado é que logo menos o split com a Manger Cadavre? estará circulando pelas distros nas banquinhas mais obscuras do hardcore/punk.

Mais sobre a banda:

https://www.facebook.com/oficialdisforme

http://disforme.bandcamp.com
/
https://twitter.com/DisformeDF
https://instagram.com/disforme64/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ENTREVISTA: Afronta

Trocamos uma ideia com um dos manos mais correria do cenário hardcore de São Paulo: Fabiano, vocalista do Afronta. Ele nos contou sobre a maneira positiva de abordar as temáticas inclusas nas letras, o full que a banda irá lançar e sobre o cenário para shows nesse nicho. 



SCUM- O Afronta tem como influência bandas de hardcore como Sick of it all, Terror e Madball. Quais foram os aspectos mais importantes do NYHC para a formação do que hoje é a banda?
R.  Acho que mais no aspecto musical mesmo.  Como você disse o Afronta tem influências de bandas do chamado NYHC, mas não sei te dizer se  isso não se abrange a outros fatores além da música, talvez algumas temâticas falando de amizade, perseverança....sei lá.  O lance é que não nos importamos em imitar postura de banda de NY pagando de malvadão, ou enaltecendo crew e ganguismo. Como diz o Presto "aqui não é nova iorque".

SCUM- As letras das músicas geralmente são positivas frente as adversidades da vida. Quais são os principais temas e qual é a mensagem que vocês querem passar?
R.  Não nos prendemos a nenhum tema específico. Só procuramos seguir uma regra de que hardcore/punk precisa ser positivo, precisa fazer a pessoa questionar a situação e sempre acrescentar algo.  Então podemos falar de perseverança, de indignação, de amizade, de inconformismo, de esperança e por ae vai.

SCUM- Quando teremos um novo trabalho da banda? Quais são os planos para o futuro?
R. Estamos trabalhando nas músicas de um full, a ideia é que no máximo até maio/junho de 2015 já esteja pronto e lançado um cd com 8 a 10 músicas de canções hardcoreanas.  Feito isso a intenção é tocar aonde ainda não tivemos oportunidade, algumas cidades do interior e também outros Estados e quem sabe uma tour Sul Americana. Além de compartilhar o palco com outras bandas que admiramos e respeitamos




SCUM- Sabemos que você, Fabiano, organiza alguns shows eventualmente. Fale um pouco sobre o cenário independente de São Paulo.
R.  Eu poderia até falar que o  cenário independente de São Paulo, mais especificamente do hardcore/punk que é do qual participo é sempre uma incognita. Tem show que é lotado, tem show as mesmas caracteristicas que é vazio. Se for ficar falando das suposições para isso, a conversa vai longe e fica improdutiva. Então prefiro mencionar que tem muita banda por aqui, cada uma fazendo sua correria o que caracteriza um cenário forte, só é necessário, dentro do possível, esquecer algumas divisões e procurar caminhar mais junto, nada de se abraçar e cantar "we are the world", mas fazer um "breaking the walls" com quem vale a pena. E o pessoal precisa parar de confirmar presença em evento de facebook e comparecer de verdade, chegar cedo, prestigiar todas as bandas, apoiar e incentivar, afinal não se faz uma cena somente com bandas.

SCUM- Indique três bandas independentes que vocês realmente ouçam.
R. Nacionais ? Só três ? Então vou citar Criminal Mosh, Institution, Last Warning (BH)

SCUM- Agradecemos a entrevista e esse espaço é de vocês. Usem como quiserem.

R. Nós que agradecemos o espaço e a oportunidade de compartilharmos algumas ideias. Também agradecer todo mundo que ajudou e ajuda na nossa caminhada, tanto as bandas com as quais tocamos juntos, com as que vamos tocar também, além do pessoal que comparece pra ver a gente tocar (poucos, mas tem ehehhe), quem chega pra trocar uma ideia, quem chega pra somar e tudo mais.

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/afrontahardcore?fref=ts

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

RESENHA: "Origem da Queda" - Manger Cadavre?


O Manger Cadavre? (Comer cadaver? em francês) é uma banda oriunda de São José dos Campos (embora possua em sua formação integrantes de cidades vizinhas do vale),
é dificil rotular o som do Manger, acho que o mais próximo que podemos chegar de identificar seria dizer que banda faz um Hardcore com passagens crust.
O que também chama a atenção na banda é a sua vocalista, Nata de Lima, com um vocal gutural poderoso de deixar muito marmanjo com o rabo entre as pernas!
O trabalho aqui em questão é o EP Origem da Queda, trampo mais do que recomendado para os amantes da música pesada, o Manger traz cinco sons que demonstram a identidade
musical deles. O trabalho é curto e eficaz de mais, por isso prepare o botão repeat p/ rodar incessantemente! A cozinha, formada pela dupla de Marcelos é responsavel
por momentos de grooves pesadissimos! Os Riffs do guitarra Jonas, criam toda uma identidade ao Manger, tornando a banda logo de cara reconhecivel!
As letras da banda são bastante pertinentes e merecem uma lida com calma, um exemplo disso é a música que vou destacar do disco a fodona Lago de Almas, onde Nata, urra sobre a injustiça cometida aos indios Kaiowas durante a construção da usina de Belo Monte!
A arte ficou a encargo de Lobo Ramirez que soube expressar perfeitamente a sintonia do EP.

Resumindo, escute Origem da Queda, um outro trampo muito bom que anda escondido no nosso underground!!

Nota: 8,47521

Links Relacionados:

https://www.facebook.com/mangercadavre
http://mangercadavre.blogspot.com.br/
http://mangercadavre.bandcamp.com/



terça-feira, 13 de maio de 2014

NEWS: DFC lança clipe de 'Conversa pra boy dormir'

O esperado clipe da clássica banda de hardcore brasiliense, DFC, acabou de sair do forno! "Conversa Para Boy Dormir", teve produção da Kalavera Filmes. Confira:



D x F x C x
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CONVERSA PARA BOY DORMIR
===========================

Esse seriado é uma maravilha
Tudo é bonito com essa família
Um conto de fadas onde tudo é legal
Bem diferente do meu mundo real

Minha vida é chata e cheia de ódio
Por isso não perco nenhum episódio
Só loiros canastrões de nariz arrebitado
E eu aqui babando igual a um retardado

Porque o meu cabelo é duro
Estou desempregado e não tenho futuro
E o meu nariz é torto
E eu não tenho nem onde cair morto
O meu cabelo é duro
Meu nariz é torto

domingo, 6 de abril de 2014

NEWS: Institution disponibiliza 'Atlantis' em bandcamp


O hardcore em suas variadas vertentes é sempre animador. E nesse começo de abril já tivemos a grata surpresa com o lançamento no bandcamp de "Atlantis" da banda recém formada, Institution.

O single fará parte do EP 7" entitulado 'Uncritical Receiver', que contará com mais três outras músicas e sairá pela Black Embers.




A banda é composta por membros que possuem história dentro do underground de São Paulo. São eles: Hélio Siqueira (Jeffrey Dahmer, Seven I Lie), Paulo Sotero (Still Strong, NGTV), Fábio Pereira (Clearview, Ralph Macchio, Live By The Fist) e Rodolfo Duarte (Still Strong, Good Intentions, Paura). Em outras palavras, podemos esperar mais 3 grandes sons!

Mais sobre a banda:
https://www.facebook.com/institutionhardcore
http://institutionhardcore.bandcamp.com/

domingo, 19 de janeiro de 2014

RESENHA: Infecção Raivosa - Sem fraqueza Sem piedade


O Infecção faz uma mistura de hardcore, thrash e pitadas de new metal, no ano passado eles soltaram o disco: Sem fraqueza, Sem piedade, que foi gravado, mixado e produzido pelo lendário Ciero no estudio Da Tribo.
A pegada é a violência pura durante todo o disquinho, muito groove e toda aquele clima do Hardcore nova-iorquino.
Devo confessar que não sou muito fã desse estilo, porém, mesmo assim o disco conseguiu me cativar com riffs e solos criativos, que vez da audição dele algo muito prazeroso! Em muitos momentos chegou a me lembrar algo do Hatebreed ou do Agnostic Front mais recente.
Os destaques do disco para mim são: T.A.S.P. e a brutal Entre balas perdidas, que tem a participação do Fétus humanoides.
Não há como não falar do André Barone nas baquetas, que na minha opinião debulha de forma muito criativa em cima da massa sonora!
Se vc curte um bom Metalcore, corra atrás, é bem fácil achar material dos caras, e eles estão sempre respondendo a galera pelo Facebook!





Nota: 7.923

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

RESENHA: N.W.77 - Youth Explosion

Nesse penúltimo dia do ano, estava fazendo uma limpa no email do Scum... Eis que verifico os spans e encontro um email enviado em março desse ano que não deveria de forma alguma ter sido ignorado (maldito Google!!!):  N.W.77 de Brasília, hardcore, crossover do capiroto.

Pesquisando sobre a banda, vi que um dos integrantes, o Marcel, passou por bandas quais, nós do Scum somos muito fãs: Macakongs 2099 e Deiceivers. Além do Márcio, que é o atual guitarrista do Deiceivers. Coisa boa não deveria deixar de ser!

Em relação ao som, ouvimos no bandcamp da banda, o EP Youth Explosion, que possui riffs marcantes e uma velocidade empolgante do começo ao fim. O primeiro som, Freeloader possui algumas características próprias do Thrash, que com certeza agrada a headbangers, além do pessoal do hardcore.Broken Teeth me fez querer moshear com os familiares aqui na sala! rs. Warriors Against the World é a música mais veloz e insana. Youth Explosion, fecha com chave de ouro esse ep, que tem destaque na energia em que o vocal expressa.

As quatro músicas foram mixadas em São Paulo por Daniel Iasbeck (Secos & Molhados, ex-Exxótica e teve a arte inconfundível, feita pelo Túlio, vocalista do DFC. As músicas também estão disponíveis em uma edição limitada em CD, que é, na verdade, um split com a banda crust/hardcore Agamenon Project.

A banda possui ainda um primeiro trabalho lançado em 2011, contendo oito músicas, o Doomsday Countdown, que comentaremos futuramente.

Aos fãs de thrash, crossover, hardcore, barulho... Essa é uma daquelas bandas que você precisa conhecer, que só nos recorda como Brasília é um celeiro de ótimas bandas.

Nota: 8.7


terça-feira, 5 de novembro de 2013

NEWS: MANGER CADAVRE? DISPONIBILIZA EP ‘ORIGEM DA QUEDA’ PARA STREAMING


Para quem gosta de bandas com mulheres de vocais brutais, hoje a banda Manger Cadavre?, que possui a frontwoman Nata de Lima, liberou o seu primeiro EP para Streaming e Download em seu perfil no bandcamp, logo menos resenharemos!


A banda de hardcore Manger Cadavre?, oriunda de São José dos Campos, acaba de disponibilizar para streaming seu primeiro EP, intitulado “Origem da Queda”. São cinco músicas rápidas e co
m letras que tratam desde comportamentos a questões sociais. A gravação ficou a encargo de Friggi Mad Beats (Attomica/Chaos Synopisis) no Caverna Studio.

A banda que existe desde 2011 passou por modificações em sua estrutura, passando a ter apenas uma guitarra e uma vocalista. Este fato foi crucial para os rumos que as composições tomaram. 


“Com a saída da segunda guitarra, o Jonas teve mais liberdade para criar. A convivência com o Caio (Desalmado), nos ajudou a reestruturar a bateria e vocal de todas as músicas, de forma que ficassem simples e concisas. A entrada do Marcelo Augusto no baixo somou com a energia que nos faltava.” Comenta, Marcelo Kruszynski (baterista).

Mais informações:


https://mangercadavre.bandcamp.com/
http://mangercadavre.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/mangercadavre
https://twitter.com/mangercadavre

Fonte: diysomapress


segunda-feira, 29 de julho de 2013

ENTREVISTA: Marcelo Fonseca | O Cúmplice

Conversamos um pouco com Marcelo Fonseca, vocalista da banda paulistana O Cúmplice. Ele falou um pouco sobre a influência de projetos passados no som atual da banda, sobre a tour que fizeram no Rio Grande do Sul, indicaram bandas e ainda sobre o processo de gravação de seu último trabalho. Vale muito conferir!



SCUM: Fale um pouco sobre o início da banda, projetos passados dos integrantes e a influência dos mesmos na banda.

O Cúmplice: A banda começou em outubro/novembro de 2005. Da formação original restaram apenas eu (Marcelo/vocal) e o Alessandro (guitarra). Entre membros que se foram e atuais, posso dizer que a árvore genealógica d'O Cúmplice tem várias ligações como: Constrito, Intifada, Diáspora, Flama, I Shot Cyrus, Cabeça de Gato, Urutu, No Violence, L' Enfer, Fim do Silêncio, Noala, Abuso Sonoro e Massacre em Alphaville.

Sobre a influência, ela é mútua, pois todos sabíamos o que queríamos desde que a banda foi montada. Fazer um punk metalizado, com influencias de crust e metal. De certa forma, essa fórmula já estava presente em todos os outros projetos, mas empregada de forma diferente, ou com resultados diversos, afinal cada banda, cada combinação de pessoas, tem um resultado.

SCUM: Vocês acabaram de lançar duas músicas que sairão no split 7" EP Gracias Por Nada. Como foi o processo de gravação e como sugiu a ideia do Split?
O Cúmplice: A gravação é a mesma do nosso compacto 7". Nós apenas separamos as músicas pois pretendíamos fazer um split, só não sabíamos com quem. A gravação foi semi ao vivo, em duas sessões (Sábado e domingo) o instrumental estava pronto. O vocal foi feito em mais 2 sessões. A mixagem levou 15 dias e a masterização uma semana. Essa é a primeira gravação dessa formação, mais estável e foi muito importante para mim pois, ela capta não só um momento bom, como um "formato" mais fechado do que fazemos. Nós ensaiamos essas músicas 6 meses sem parar, tocávamos em todos os shows que éramos convidados, então apesar de uns errinhos (preciosismo nosso) me sinto muito satisfeito com o resultado.





Conhecemos o Gracias através do Luiz (nosso baterista), eles tinham uma gravação e a ideia do split surgiu meio que naturalmente. Além do som e das ideias valorizamos o vínculo de amizade que se criou. Foi o mesmo com o Te Voy a Quebrar, e provavelmente será o mesmo com outros splits que possamos fazer no futuro.

SCUM: Sobre o que as letras do O Cúmplice falam?
O Cúmplice: Eu escrevo todas as letras. Depois de tantos anos nessa cena hardcore-punk, vivenciando a o underground, é meio que um misto do vício de escrever com terapia. Anos atrás a "agenda política" da cena meio que pautava meu jeito de escrever, pois querendo ou não, é uma forma de ver o mundo que vai sendo construída. Eu gosto de poesia, e tento exercitar o jeito de escrever, da escolha das palavras dentro do contexto sonoro da banda. Eu tento falar de questões mais existenciais, de envelhecer e tentar se manter jovem por dentro, ou da necessidade de manter a memória histórica. Os temas vão surgindo, pois tem uma porção de coisas acontecendo ao nosso redor. "The world keeps turning" como diz o Napalm Death. Basicamente O Cúmplice é o local que tenho para exercitar a mente, para gritar para fora sobre o que me incomoda.E podem ser questões políticas, sociais ou meramente pessoais. A música é rápida, pesada, dissonante e acho que casa bem com o que escrevo.

SCUM: Recentemente vocês fizeram uma mini-tour no sul do país. Como foi a recepção por lá? O que vocês destacam?
O Cúmplice: Foi uma experiência muito boa. Todos voltamos empolgados e felizes, pois foi uma de nossas melhores tours. Sinto que 90% das pessoas não nos conheciam, como banda, mas foram muito receptivas. E é nisso que o hardcore faz a diferença, você pode ter tocado numa banda de pouca expressão, mas você cria vínculos de amizade perpétuos e sinceros. Então tivemos o que esperávamos: hospitalidade, shows pequenos mas intensos, pessoas interessadas. A música é o pano de fundo para você conhecer pessoas, lugares, trocar experiências, ver novas produções. Acho que se for destacar algo seria injusto, mas piramos em todos os shows, nos lugares, nas bandas mas sobretudo nas pessoas. Todos os shows foram animais e só me resta agradecer ao Ornitorrincos, Dias/Rieger/Armani, CFC, Farpa, Imorale, Vultures, Diatribe, Viruskorrosivus e Hangovers. Nunca esqueceremos esse rolê.

SCUM: Indiquem e comentem sobre 4 bandas da cidade de vocês que os nossos leitres não podem deixar de ouvir.
O Cúmplice: Cara, a minha opinião não reflete a opinião da banda, ok? Então coloco coisas que tenho ouvido,observado e curtido. Na real vou ser injusto, pois poderia escrever pelo menos sobre umas 20 bandas...

Days of Sunday (daysofsunday.bandcamp.com/) - Hardcore melódico sxe, lançaram vinil recentemente. Letras muito legais, show muito bom, Muita energia!

Infamous Glory (infamousglory.bandcamp.com)- Death metal old school, saiu o cd deles recentemente também. Além de serem caras gente fina demais, a banda é velha, e esta sempre produzindo, sempre gravando lançando material coisa que admiro. Fiquei viciado em Bloodfeast!

Defy (defyascrust.bandcamp.com)- Crust metal punk. O show é bruto e o split com o Subterror sensacional. Vale muito a pena pegar os outros lançamentos também.

Noala (noala.bandcamp.com)- Doom drone experimental. Aqui estou sendo corporativista assumido. Conheço os caras a anos, e sei o quanto gostam desse som, e buscam a perfeição. Ainda não ouvi o disco todo, mas o show e as músicas disponíveis para audição já dizem o que vem por aí...




SCUM: Quais são os planos da banda?
O Cúmplice: Gravar até o começo do ano que vem um album full. Tocar o máximo possível divulgando os lançamentos, lançar um videoclip e produzir shows legais com bandas que gostamos, entre várias outras ideias...

SCUM: Esse espaço é de vocês. Usem como quiser!
O Cúmplice: Muito obrigado pelo espaço da entrevista e pelo convite. Continuem acreditando no underground, na produção independente, na amizade dentro do hardcore ou metal. E comprem mais vinil! Esse papo de que cd é melhor é mentira, hehehe.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Resenha: Cidade Cemitério - Rolê Pagão (Split com Skate Pirata)


Cidade Cemitério é uma banda oriunda do Distrito Federal (Chaos), que nos traz um brilhante punk/hardcore old school, ao melhor estilo Black Flag e Circle Jerks.
Formada por Manga (vocal), Poney (guitarra), Julys (baixo) e Dani (batera), contribuem com três músicas para o split Rolê Pagão da forma pela qual já vinham fazendo desde seu primeiro CD (Asa Norte): um hardcore rápido, com letras que abordam problemas sociais como preconceito, liberdade de expressão, opressão de governos que são temas sempre atuais dentre tantas questões que nos rodeiam.
A música Jacarta transborda fúria, falando sobre o episódio que ocorreu com punks que vivem no local e foram presos e submetidos a diversas humilhações. Já Cavalcante, aborda a origem dos povos oprimidos e a violência pela qual sofrem até os dias atuais. Por fim, Hong Kong, fala sobre todo o esforço para se viver uma vida conforme os padrões, o que na realidade te mantém aprisionado, e apenas sobrevivendo (e não vivendo efetivamente). Futuramente resenharemos a banda Skate Pirata isoladamente.
Esperamos que tenhamos logo um novo material do Cidade Cemitério, banda qual só vem a se firmar como um grande expoente no estilo.

Nota: 8

Saiba Mais Sobre a Banda:

https://www.facebook.com/cidade.cemiterio
http://cidadecemiterio.bandcamp.com/





quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

News: Manger Cadavre? Disponibiliza Novo Single para Download

A banda de hardcore formada por integrantes de cidades do Vale do Paraíba, Manger Cadavre?, acaba de disponibilizar o novo single "Sua Justiça" para download gratuito no portal Trama Virtual. A música tem participação de Caio Augusttus, vocalista da banda de grindcore Desalmado.

Confira:
http://tramavirtual.uol.com.br/mangercadavre
https://www.facebook.com/mangercadavre