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terça-feira, 20 de outubro de 2015

ENTREVISTA: Attero - Uberlâdia/MG

Batemos um papo com o Sapão, integrante da banda de hardcore mineiro, Attero. Ele nos contou sobre o cenário independene mineiro, comentou os trabalhos produzidos pela banda e, é claro, indicou bandas pra gente conhecer. 


SCUM - Como se deu a formação do Attero? Conte um pouco sobre o início da banda, formação, principais dificuldades enfrentadas durante esses mais de 10 anos de banda e os momentos mais marcantes.

Eu e o Marquinho tivemos a ideia de formar o Attero durante as viagens de outra banda que ele tocava guitarra na época, o Cirrhosis. Nós já havíamos tocado juntos no Krösta e queríamos voltar a tocar hardcore. Para a batera chamamos o Sergio que também era do Krösta e para o vocal chamamos o Caleb que havia tocado com o Marquinho no 6Real. Em 2004 começamos a ensaiar e em 2006 lançamos o Enemy. Pouco após a gravação do Enemy convidamos o Guilherme (que tocava comigo no Krow) para testarmos como ficaria a banda com duas guitarras. Em 2007 o Carlim (também ex-Krösta) assumiu o vocal e o Allissera (do Dead Smurfs) abraçou a segunda guitarra, e essa é a formação até hoje. As dificuldades foram as mesmas da maioria das bandas da nossa região (aperto para gravar, conseguir lugar pra tocar, divulgar e distribuir material, etc), mas o saldo sempre foi positivo. De marcante posso citar os shows que fizemos... essa sempre foi a melhor parte.

SCUM - O primeiro registro de vocês, “Enemy”, saiu em 2006 pela One Voice Records em uma fase em que a banda se caracterizava mais como hardcore. Com o passar do tempo, notamos mais influência de metal no som do Attero. Qual é a importância desse trabalho para a banda? O que mudou efetivamente de lá pra cá?

Na verdade nosso som sempre teve pitadas de metal pois é um estilo que ouvimos bastante, o próprio Enemy tem uma pegada bem Entombed. Em 2008 quando começamos a compor o EP Ruínas o fato de ter duas guitarras permitiu tramparmos mais com arranjos e solos, talvez por isso tenha soado mais thrash, mas a base continua hardcore. Para os próximos sons creio que vamos manter essa “mistura”.
SCUM - Em 2009 vocês lançaram o EP "Ruínas" que contou com 4 músicas. Em 2011, o álbum "Contraste". Fale um pouco sobre os dois trabalhos. Podemos aguardar um novo lançamento?

O Ruínas, assim como o primeiro disco, gravamos em apenas um fim de semana em um bate e volta insano entre Uberlândia e Goiânia. Ele foi lançado digitalmente em uma parceria bacana com os selos Valvulado e Incêndio. Para gravar o album Contraste novamente fomos para o Rocklab em Goiânia (dessa vez com menos correria) e pudemos contar com as participações de uma galera que a gente admira muito como Guilherme (Krow), Poney (Violator), Gregório (Deceivers) e Túlio (DFC) e Luis Maldonalle, e pela primeira vez prensamos mil cópias. Gostamos muito do resultado desses trabalhos, ambos foram bem recebidos e fizemos bons shows para lançar e divulgar cada um. Ultimamente estamos tentando retomar os ensaios com a frequencia de antes e compor mais, o problema é que não dá pra saber quem da banda é o mais enrolado! Mas o Marquinho já está com alguns riffs no pente e o Carlim tem feito algumas letras, dando tudo certo lançaremos algo em 2016.

SCUM - Como é o cenário hardcore mineiro?

Falando mais especificamente do Triângulo Mineiro sempre tivemos bandas muito boas na região, algumas mais antigas que me lembro de ver foram Dead Smurfs, Uganga, FMI, Cuspindo Marimbondo, Etinocídio, Fúria, Você é Livre?, Flanders, Outra Chance, Dull Kids e a própria Lixo Social que depois virou o Krösta. Também rolou uma safra mais recente com No Defeat, Esquiva, Desventura, Chafun di  Formio, Deadtrack, Funeral For My Memories entre outras. Rolam eventos de responsa como o Udi Rock, Cerradão Hardcore e HC Reunion, alguns destes inclusive abrem espaço para bandas de outros estilos como punk, metal, grunge, etc. E outros que não acontecem mais como o Vida Simples e o Cultura em Peso, mas que tiveram sua importância para a cena local. Sempre foram poucos os lugares abertos para o hardcore, o que nunca impediu a galera de organizar eventos (com muita “criatividade” eu diria) e ainda o surgimento de novas bandas... sinal que a parada segue em frente!
SCUM - Indiquem 3 bandas nacionais que vocês realmente ouçam no dia a dia.

Estou ouvindo muito o último do DFC (Sequencia Animalesca de Bicudas E Giratórias), Garage Fuzz (um “esquenta” para o novo disco, Fast Relief) e Gritos de Ódio (gosto muito do Profundo Inconsciente porém há anos não tenho mais o disco, daí alguém subiu no YouTube!)

SCUM - Obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês! Deixem uma mensagem, passem contatos... Aproveitem como bem entenderem.
Nós que agradecemos pelo espaço. Realmente esperamos gravar em breve e fazer alguns shows. Estar no palco e poder rever e fazer novas amizades é algo que estimamos muito. Quem quiser entrar em contato: atterohc@gmail.com ou https://www.facebook.com/atterohc e para ouvir nosso som http://youtu.be/PPyagHngm7A Mais uma vez obrigado e um forte abraço a todos!