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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

RESENHA: "When Paranoia Comes" - Deus Castiga



Hoje falaremos sobre um disco lançado em 2015, que por falha nossa não foi resenhado a tempo. Desde já pedimos nossas sinceras desculpas pela mancada. Mas sem lenga lenga, vamos ao que interessa: som!


Os cariocas do  Deus Castiga lançaram o álbum intitulado When Paranoia Comes, que é uma pedrada das mais violentas que já escutamos. Você mal se dá conta e as 11 faixas que compõem o disco mais a bônus já eram, elas passaram e você se vê obrigado a dar o play mais umas duas ou três vezes no mínimo. Tem um pouco de tudo no grindcore dos caras: Power violence, deathcore  mas tudo feito dentro do som proposto, soando como algo único.


Após uma intro de segundos já começa violência garantida em forma de anti musica: "Need to be Victim", "Obtuse", "Beteween Number", "About Me", "Trust Me", "Nothing Lasts" (que tem um vocal mais death core mais rasgado, instrumental com varias passagens  extremamente rápidas e variações de tempo que quebra pescoço fácil) e para fechar uma faixa bônus contendo um ep de 2011 chamado "Im Alive Fucking Dead" que na realidade é uma faixa com várias músicas.




Indicadíssimo para fãs de Cephalic Carnage e Cripple Bastards. Garanta seu cd porque é uma obra prima do grindcore nacional.
Nota: 8

Mais sobre a banda:

http://deuscastiga.com/
https://www.facebook.com/deuscastiga/

sexta-feira, 10 de julho de 2015

ENTREVISTA: Entedeu? (Grindcore - Praia Grande)




SCUM - O Entendeu? está prestes a completar 10 anos (em 2016). Como é para vocês persistir no cenário Grind por tanto tempo? Quais são os prós e contras?
Cara, eu acho que a gente tem um parafuso a menos, por que se o Grind já é complicado no mundo, imagina na Praia Grande onde mal tem apreciador de Rock no geral. Mas é satisfatório e persistimos justamente porque a gente gosta bastante do som que toca, podíamos tentar tocar algo mais acessível e comercial, mas é só isso que a gente gosta e sabe fazer. Claro que o satisfatório é quando você toca em condições legais, com bandas legais e se possível do mesmo estilo, com um feedback positivo da galera, com uma ajuda de custo, o aprendizado, as amizades. O foda é que, apesar de ser um gênero que já existe há algum tempo, ainda é pouco disseminado aqui no Brasil.



SCUM - Como é o cenário independente em Praia Grande e região?

Putz, na Praia Grind praticamente inexiste. Quando a gente começou tinha bastante banda de vários estilos e gigs também. Claro que o Grind sempre ficou na nossa mão e do Summer Saco que o nosso guitarrista toca baixo hoje em dia. O engraçado é que as bandas que tinham mais “oportunidades” devido ao som foram as primeiras a desistir e a gente que toca o que ninguém quer ouvir tamo aí ainda incomodando até hoje. Atualmente em atividade, fora as 2 de Grind, só me recordo do Maldita Ambição que é um HC Crust brutalzão. Mas no restante da Baixada Santista em geral tem muitas bandas de várias linhas e grupos bons de Rap. Tem também o coletivo D-Beach Chaos sempre fazendo eventos que fortalecem bastante o underground caiçara.



SCUM - O último lançamento do Entendeu? é uma compilação extra-oficial com os sons da banda e o tributo ao Agathocles (2014). Quando teremos material novo?Então, a última coisa inédita de verdade que lançamos foi a demo “Matando Emos” em 2009. Devido a vários hiatos e mudanças na formação estamos tanto tempo sem lançar nada novo, mas dá pra esperar algo pro final desse ano ou começo do próximo. Estamos na fase de lapidar os sons novos com um time muito empolgado e comprometido ensaiando pesado há mais de 1 ano pra entrar em estúdio o quanto antes. O formato ainda é indefinido, não sabemos como vamos lançar. Se algum selo quiser apoiar, a hora é essa rs.




SCUM - As músicas de vocês possuem um alto teor de sarcasmo (vide vinhetas) e também são muito críticas em relação a religião, alienação, violência, dentre outros temas. Como é para vocês ver o avanço do conservadorismo dos últimos tempos em nosso país?
Tipo, a parte sarcástica fica só nas vinhetas mesmo, mas nas letras sempre houveram críticas mesmo que escritas de forma irônica ou com títulos chamativos e cômicos. O problema é que o povo já não leva o Grind muito a sério por ser extremo e o vocal difícil de entender, aí interpretam tudo errado. Então deixamos essa parte meio de lado porque o que não falta é inspiração pra letra com tanto conservador em pleno século XXI defecando pelas teclas na rede social um pensamento tão intolerante dos anos 40. É que a sociedade tem como base política e filosófica a mídia elitista que molda o brasileiro a sua maneira e o conduz como peças em um xadrez contra ele mesmo.

SCUM - Vocês poderiam indicar 3 bandas nacionais que realmente ouçam?

Ricardo: Homicide, Hutt, DFC
Spock: Coronhada, Ratos de Porão e Gangrena Gasosa
Edu: Ratos de Porão, Infamous Glory e Sodomizer.
Afonso: Krisiun, Lacerated And Carbonized e RDP.

SCUM - Obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês! Deixem uma mensagem, passem contatos. Aproveitem como bem entenderem.

A banda é que agradece a oportunidade de divulgar nosso trampo e o interesse em saber mais sobre nós. Bom, o Entendeu? tá de volta e sem a mínima intenção de parar de novo. Muito mais maduro, rápido e brutal do que nunca. Novidades infernais se aproximam. Quem quiser apoiar, lançar, convidar pra evento, comprar o merchan que ainda não temos, fazer um elogio ou critica pode procurar a página no facebook https://www.facebook.com/pages/Entendeu/100303616752749?ref=hl ou mandar e-mail para grind_otelo@hotmail.com quem ainda não conhece, seguem 2 links com tudo que já gravamos: https://www.youtube.com/watch?v=_8eiZ1t2KBg https://www.youtube.com/watch?v=4NESNsiZWic Abraço, vlw!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

ENTREVISTA: Desalmado - Grindcore SP




SCUM: O último lançamento de vocês, o "Estado Escravo", aborda diretamente o capitalismo e passeia por vários âmbitos em que a "doutrina da vitória" explora e trás a tona o pior do homem e acaba em "Extinção". Como foi o processo de composição do EP?
Caio: Esse álbum foi pensado do começo ao fim, passamos praticamente um ano ajustando o detalhe de cada música, foi a primeira vez como quarteto e tínhamos tempo e espaço pra pensar e construir algo denso, orgânico, com um clima pesado. Os sons são um reflexo dos tempos atuais, as letras, o ambiente criado foi um presságio do atual momento mundial. É claro que isso é difícil de ser compreendido pela maioria dos nossos fãs, mas esse é o meu álbum preferido do Desalmado em todos os sentidos, consegui encaixar nas letras todo o meu conceito de mundo, de uma forma muito objetiva. É um álbum que vai contra a cultura do capital e sua principal ferramenta de alienação ideológica, que é a religião. Vale lembrar que ele sairá em material físico logo mais e vai contar com 2 músicas bônus. SCUM: Em tempos em que (infelizmente) temos visto bandas de grindcore e outras vertentes que anteriormente buscavam ser uma frente de luta contra todo o conservadorismo, hoje possuem discursos de ódio e defendendo a "família de bem", vocês acreditam que o público de vocês captou a mensagem do EP Estado Escravo? Caio: Não sei, talvez uma parcela, é difícil mensurar essa questão porque as pessoas se apropriam da música pelo sentimento, ignorando completamente o conteúdo da mensagem. Acredito que poucas pessoas entendem a postura politica progressista do Desalmado, mas acho isso quase que normal, ta cheio fã do Ratos, Napalm Death, Violator que são mais conservadores que minha vó, apesar de achar isso completamente maluco, não é de se surpreender muito. O que me deixa com um ponto de interrogação são algumas bandas do nosso meio ser parte desse conservadorismo, é algo que não faz sentido, o cara esta em um meio libertário e defende pautas conservadoras reacionárias? Nesse caso, se torna algo bem fora da curva, mas cada um faz o que quer do seu som, de certo mesmo, é que estaremos em uma via completamente oposta a esse pessoal e de preferencia, bem distante.

SCUM: Vocês divulgaram na página do facebook da banda um trecho de "Homicida", música que estará no split com o Homicide (SC). Como surgiu a ideia do split? Quantas músicas de cada banda ele conterá e haverá formato físico? Caio: A homicida na verdade vira no material físico do Estado escravo, junto com um cover do Venomous Concept como bônus. Sobre o split com o Homicide, foi uma ideia que não lembro se partiu de mim ou do William, mas decidimos fazer algo entre as duas bandas e serão 6 músicas para cada lado. Sou fã do Homicide, tivemos a oportunidade de tocar juntos uma vez, espero conseguir fazer uma tour com os caras para divulgar esse split. Acho que vai ser extremamente foda, provavelmente terá algo físico, estamos em contato com alguns selos. SCUM: Esse ano o Desalmado completou 11 anos, tendo aberto shows para bandas renomadas como Obituary, Entombed e Magrudergrind. Como vocês avaliam as mudanças na cena independente do início da banda para os dias atuais? Bruno: Muitas bandas surgiram por conta da moda e acabaram rapidamente. Cada vez mais temos menos locais para tocar, são poucos os que ainda resistem e tentam fazer alguma diferença. Só que, mesmo com um cenário como este, muitas bandas continuam resistindo, passando a sua mensagem, algo que é muito importante, pois vivemos em tempos em que as pessoas preferem compartilhar idéias de outros a formular as suas próprias. De positivo vejo que tem surgido muitas bandas que tem um propósito parecido com o nosso, de fazer som extremo com uma mensagem relevante. O grande desafio é tentar tirar a “cena” do Facebook para a realidade.
SCUM: Como é de praxe em nosso blog, indiquem bandas nacionais que vocês realmente ouçam. Bruno: Bem, vou falar por mim, Crânula, Angry, Subcut, Test, Hutt, Doidin, Manger Cadavre?, Cursed Slaughter, Homicide, Facada, Expurgo, Meant to Suffer, Infamous Glory, Setfire, Giallos, Desgraciado, Surra, Huey, Labirinto... Com certeza me esqueci de muitas bandas, é aquilo que eu disse, o lado positivo da cena atual é que tem muita banda boa na ativa! SCUM: Obrigado pela atenção. Esse espaço é de vocês! Deixem uma mensagem, passem contatos... Aproveitem como bem entenderem. Bruno: Nós é que agradecemos o espaço! A mensagem é essa, fazer como vocês, não desistir, resistir, lutar por aquilo que você acredita. Parabéns pela iniciativa de vocês. Para quem estiver lendo esta entrevista, muito obrigado pelo apoio, não existe banda se não tem quem prestigie o trabalho. Somos uma banda que gosta de palco e não viver de internet. Então, prestigie as bandas locais, não tem internet que substitua a experiência de ver um show ao vivo. Falando em internet, para saber as nossas novidades e ouvir o nosso som seguem alguns contatos. In Grind We Trust! 

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